Ao mesmo tempo em que os drones são uma incrível ferramenta — afinal, além de capturarem imagens aéreas incríveis, esses equipamentos vêm sendo utilizados para fins científicos e provando ser verdadeiras “mãos na roda” para pesquisadores de várias áreas —, quando usados de forma irresponsável, eles também oferecem seus perigos. E o que não falta por aí é quem use os dispositivos como brinquedo...

Brincadeira séria

Um risco que até recentemente não vinha sendo levado assim muito a sério é a possível colisão de drones com aeronaves, uma vez que é proibido usar esses equipamentos nas imediações de aeroportos e pistas de pouso. Mas sabe como são as coisas, né? Apesar das restrições, vira e mexe incidentes são registrados — incluindo um que causou a queda de um helicóptero Black Hawk da Força Aérea dos EUA no ano passado.

Na ocasião, como a aeronave não estava nem muito alta ou voando a grandes velocidades, os danos foram apenas materiais. Contudo, de acordo com Peter Dockrill, do site Science Alert, pesquisadores da Universidade de Dayton decidiram fazer uma porção de testes para averiguar o que poderia acontecer se as colisões ocorressem a maiores velocidades — e os resultados mostraram um cenário ligeiramente assustador.

Testes

Se você estava esperando assistir a um vídeo com explosões alucinantes e muita destruição, sentimos informar que, por razões óbvias, os cientistas conduziram os testes em laboratório — e apenas simularam as colisões usando uma aeronave pequena, um drone e um canhão de ar. Mais especificamente, o time laçou um DJI Phantom 2 quadcopter em direção à asa de um Mooney M20, um jato de 4 alugares, como se o aviãozinho estivesse viajando a 383 km/h.

E, ao contrário do que os próprios pesquisadores esperavam — eles pensavam que o pequeno drone seria pulverizado na trombada —, o DJI Phantom 2 quadcopter fez um belo de um estrago, perfurando a asa do jatinho. Segundo os cientistas, a colisão provocou sérios danos em uma estrutura chamada “longarina”, que é justamente a principal peça empregada na montagem da asa de um avião, um item fundamental para que ele possa permanecer voando.

Tudo bem que o teste envolveu um modelo pequeno e muito menos robusto do que as grandes aeronaves usadas na aviação civil, mas o drone tampouco é o que podemos chamar de máquina voadora super-resistente. Trata-se de uma coisinha feita de plástico com cerca de 1 kg. Veja a seguir:

Avião e droneMooney M20 x DJI Phantom 2 quadcopter

Perigo real

A verdade é que todos estão acostumados a temer as colisões entre aves e aviões — e há pelo menos 4 décadas que testes simulando esses encontros acontecem. Basicamente, os danos provocados em acidentes com pássaros são bem conhecidos, mas, quando o assunto são os drones (dos quais muitos modelos têm tamanho e peso semelhantes aos de aves), pouco se sabe sobre os possíveis riscos. Só que a quantidade desses dispositivos no ar não para de aumentar, portanto, os perigos precisam ser avaliados.

Aliás, os pesquisadores aproveitaram a oportunidade para conduzir simulações para verificar o dano causado nas mesmas condições, mas se a colisão ocorresse com um pássaro. Não se preocupe, pois eles usaram uma ave feita de gelatina (com as mesmas dimensões e peso que uma de verdade) e, embora o animal tenha causado estragos aparentes maiores, a criatura não chegou a penetrar a asa como o drone.

É importante destacar que estamos falando de apenas uma bateria de testes — em condições e com equipamentos limitados. Mas é inegável que as simulações evidenciam que é necessário, sim, fazer mais estudos mais abrangentes e avaliar melhor os resultados de potenciais impactos. Lembrando que, em aeronaves maiores, o combustível fica armazenado nas asas, certo? Então, pense...

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