Mao Tsé-Tung, o primeiro presidente da China, declarou que toda arte deveria ser dedicada a promover o trabalhador e o camponês. Dava início à Revolução Cultural Chinesa, que durou de 1966 a 1976, censurando os contrarrevolucionários e impondo uma produção cultural mais voltada ao estado. Assim, era comum que as pinturas emanassem imagens positivas, retratando as melhorias na área da saúde e o progresso nacional.

Também era muitíssimo comum que o próprio Mao Tsé-Tung fosse o centro das pinturas, que seguiam um padrão soviético de mostrar o líder sempre envolto em muito brilho. A cor vermelha, símbolo da revolução comunista, predominava nas artes, exaltando também as cores da bandeira da China.

Até mesmo tradicionais pinturas com a técnica guohua, que refletiam apenas paisagens do país, passaram a incorporar temas militares em suas obras. E essas obras estavam por todo lado, sendo impossível ser avesso à propaganda política exaltando o país – até mesmo em caixinhas de fósforo elas apareciam.

A Galeria William Morris, em Londres, acaba de inaugurar uma nova exposição com diversas obras de arte e cartazes de propaganda política feitos durante a Revolução Cultural Chinesa. Confira algumas das litografias em exposição:

1. Yan Yongsheng une-se para uma maior vitória! (1974)

2. Presidente Mao-Tsé Tung em Zhongnanhai (1969)

3. Pintura coletiva (1976)

4. Presidente Mao conversando com camponeses (1964)

5. Novos aspectos do lago Tai (1973)

6. Academia de teatro de Xangai (1974)