A percepção de outras realidades distantes e completamente diferentes das nossas nem sempre é uma tarefa fácil de se cumprir. O fato é que existem muitas pessoas em condições desumanas ao redor do globo, sofrendo com preconceito, guerras, fome, sede, etc. E mesmo quando estamos vivendo nossas vidas e não nos damos conta disso, essa realidade continua presente.

Em uma tentativa de conscientizar mais pessoas, o artista turco Ugur Gallenkus de  Istanbul editou algumas fotos que demonstram um forte contraste de realidades. Criando uma noção de “universo paralelo” em suas edições, o turco consegue colocar uma foto dócil de um pai segurando seu filho ao lado de outro pai também segurando seu filho, mas na Síria — e essa imagem, por sua vez, é um tanto quanto amarga.

A intenção de Ugur é expôr a diferença entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos utilizando a arte que, segundo ele, é um idioma universal — e portanto, todos podem compreender. Sem dúvidas, cada imagem fala por si só.

?Uma mulher passa por tendas em um campo de refugiados sírios na cidade turca de Suruc, na província de Sanliurfa, em 11 de outubro de 2014. (Créditos: Aris Messinis)

?Mohammed Mohiedin Anis de 70 anos fuma seu cachimbo sentado em seu quarto destruído ouvindo música em seu vinil, em Aleppo. (Créditos: Joseph Eid)

?O conflito de 4 anos entre o governo saudita do Iêmen e os rebeldes Houthi ligados ao Irã levou o país já empobrecido à beira da fome, deixando muitos sem condições de comprar alimentos e água. Atualmente, existem 5,2 milhões de crianças passando fome. (Créditos: Essa Ahmed)

?Edifícios destruídos em Mosul emoldurados vistos pela janela de um hotel em ruínas perto da Cidade Velha. (Créditos: Felipe Dana)

?Criança armada em uma instalação de treino militar durante a guerra civil liberiana. (Créditos: Patrick Robert)

?Vickie de 4 anos segura uma escova de cabelo em sua boca enquanto caminha pela rua na cidade de Kuluba, em Uganda. A guerra civil no Sudão do Sul matou milhares de pessoas e expulsou mais de 1,5 milhão de pessoas nos últimos 3 anos, criando a maior crise mundial de refugiados. (Créditos: Jerome Delay)

?Refugiados da Eritreia, Mali, Bangladesh e outros países esperam a bordo de um bote a ser resgatado no Mar Mediterrâneo, 27 quilômetros ao norte de Sabratha, na Líbia. (Créditos: Santi Palacios)

?Em dezembro de 2005, no sul do Sudão, um menino bebe água do rio Akuem, perto da vila de Malual Kon, no estado de Bahr el Ghazal. Apenas cerca de um terço da população tem acesso a água potável, e a ameaça de doenças transmitidas pela água tem aumentado. (Créditos: Georgina Cranston)

?Uma sala de aula completamente destruída após um ataque do Taleban em Swabi, no Paquistão, em 2012. (Créditos: Diego Ibarra Sánchez)

?Em 2004, Ali Nassar Fadil de 4 anos de idade é internado em uma enfermaria no hospital da Cruz Vermelha após perder o braço e a perna esquerdos devido a uma explosão causada por forças dos EUA em Fallujah, no Iraque. (Créditos: Paula Bronstein)

Uma menina refugiada de Rohingya ao lado de outros refugiados recém-chegados que fugiram de Bangladesh para Ukhiya em 2017. (Créditos: K.M. Asad)


Pessoas se reúnem para pegar água de um enorme poço na aldeia de Natwarghad, no estado indiano de Gujarat, em 2003. (Créditos: Amit Dave)

Alladin, de 9 anos, coleta munição usada para vender como metal em Aleppo, na Síria. (Créditos: Niclas Hammarström)

Crianças refugiadas de uma família síria usam pedras de pavimentação como travesseiros em Erbil, no Iraque, no ano de 2013. (Créditos: Emrah Yorulmaz)
Imagem de refugiados aguardando resgate da ONG espanhola Proactiva Open Arms, após deixarem a Líbia em uma tentativa de chegar à Europa em um bote superlotado. (Créditos: Felipe Dana)

Kurshida, uma menina de 12 anos, fez este desenho no "espaço para crianças" da UNICEF em Cox's Bazar, Bangladesh, no ano de 2017. Seu desenho retrata o que testemunhou enquanto fugia de sua aldeia: militares matando seus vizinhos e assassinando a sangue frio seus parentes. (Créditos: Allison Joyce)

Essas duas crianças encontraram uma bomba-morteiro não detonada - algo comum no Afeganistão, onde a guerra entre o Taleban e as forças nacionais apoiadas pelos EUA persiste. Sem saber do que se tratava, as crianças levaram o “curioso objeto” para casa. A bomba explodiu e fez 11 vítimas: 3 crianças e o parente mais velho morreram, e os 7 restantes perderam pelo menos um membro cada. (Créditos: Noorullah Shirzada)

Essa foto representa a vida cotidiana em Sarajevo, Bósnia e Herzegovina em 1993. A pixação na parede diz "Bem-vindo ao inferno!". Caso não corra rápido, um atirador sérvio pode acabar atirando em você. (Créditos: Laurent Van der Stockt)

Depois dessas imagens, fica bem fácil perceber que em alguns lugares, a vida das pessoas é uma verdadeira corrida pela sobrevivência. O que achou do trabalho de Ugur Gallenkus? Compartilhe conosco nos comentários! E, para ver mais imagens como essas, basta clicar aqui.