Forrest Fenn, um colecionador de artefatos de 82 anos, após receber o diagnóstico de câncer decidiu criar um tesouro para inspirar as pessoas a se aventurarem. Seu plano é esperar pela proximidade de sua morte e então deixar para trás uma série de pistas sobre o local em que o tesouro está escondido. Como sua coleção de artefatos é mais valiosa do que sua família precisará após sua morte, ele decidiu deixar seus bens para outras pessoas e, com isso, seu legado.

Forrest começou sua paixão por explorar e colecionar artefatos durante a segunda metade de sua vida. O primeiro objeto que adquiriu foi uma flecha, e após viajar pelo mundo com a Força Aérea americana, passou a encontrar artefatos raríssimos como a ponta de uma lança que datava do século VI a.C. e um pote cheio de azeite dos tempos da Roma Antiga. Desde então, após se aposentar, Forrest decidiu fazer de seu hobby uma profissão e abriu uma loja em Santa Fé, Novo México.

(Fonte: BBC/Reprodução)
(Fonte: BBC/Reprodução)

O tesouro e sua busca

Ao todo, o tesouro está avaliado em cerca de US$ 2 milhões (quase R$ 8 milhões na cotação de hoje). Entre os itens estão: um baú feito de bronze, rubis, safiras, diamantes e esmeraldas; vários itens antigos, incluindo figuras de ouro pré-colombianas; um colar de 2 mil anos; um anel coberto de pedras preciosas do século XVII; entre outros. Por fim, uma autobiografia escrita em letras minúsculas e envolta em um frasco selado.

A partir das deduções de muitos, de que o tesouro estaria em Santa Fé, nos últimos cinco anos, segundo Fenn, por volta de 65 mil pessoas ja tentaram encontrar o tesouro. Alguns críticos o acusam de incentivá-las a colocar suas vidas em perigo e que isso não passa de uma estratégia do milionário para vender seu livro “O Prazer da Caçada”, com as dicas do tesouro.