Em 2020, a NASA pretende lançar uma missão espacial na qual pretende capturar uma pequena rocha espacial, trazê-la até as imediações da Lua, e deixá-la em órbita ao redor do nosso satélite. De acordo com Loren Grush do portal Popular Science, a agência espacial deverá capturar o pedregulho a partir de um asteroide, e a aproximação deve ser concluída por volta de 2025.

A missão envolverá o envio de uma nave não tripulada até um asteroide, e a previsão é de que a viagem de ida dure cerca de dois anos. Uma vez lá, o equipamento passará por volta de um ano analisando a superfície da rocha, e um fragmento será selecionado para posteriormente ficar em órbita ao redor da Lua. Durante esse período, a NASA aproveitará para testar técnicas de desvio que um dia poderão ser úteis para evitar colisões catastróficas contra a Terra.

Luazinha

Com respeito ao fragmento que será trazido para se tornar uma “luazinha” da Lua, as dimensões do pedregulho dependerão do tamanho do asteroide, a NASA já selecionou três candidatos até o momento, o Itokawa, o Bennu e o 2008 EV5. Contudo, a decisão sobre qual será o asteroide alvo da missão provavelmente só será tomada em 2019, praticamente às vésperas do lançamento.

Outro detalhe divulgado pela agência espacial se refere à forma como o fragmento será capturado. Segundo a ABC News, a nave que viajará até o asteroide será movida através de um propulsor elétrico-solar, e contará com um par de braços robóticos para “agarrar” o pedregulho.

E, depois de o fragmento de asteroide ser trazido até as proximidades da Lua — em uma viagem de volta que também deve durar cerca de dois anos —, se dará início a uma nova missão, que envolverá o envio de astronautas até o pedregulho em 2025, para que ele seja detalhadamente estudado.

Ao infinito e além

A missão está relacionada com os planos da NASA de enviar astronautas a Marte e, originalmente, a agência havia proposto a captura de um asteroide inteiro — que seria trazido até uma órbita lunar estável. No entanto, após uma revisão do projeto, a NASA concluiu que esta nova abordagem permitirá que mais possibilidades sejam postas à prova, e os resultados terão um impacto direto no planejamento de futuras missões tripuladas ao espaço profundo.

De acordo com as estimativas, o custo da missão será de US$ 1,25 bilhão para trazer o fragmento de asteroide até as proximidades da Lua. A fase envolvendo o envio de astronautas até o pedregulho para estudo deverá custar outros US$ 100 milhões.