Você se lembra da estátua egípcia no Museu de Manchester, na Inglaterra, que se mexia sozinha mesmo estando trancada em um tipo de vitrine? Se não, acesse a matéria aqui. Pois bem, muitas especulações (e investigações) ocorreram sobre esse estranho evento nas últimas semanas – e os resultados verídicos finalmente foram obtidos. Para os supersticiosos de plantão, já avisamos que infelizmente não se trata de nenhum espírito do Egito Antigo.

A estátua de 25 centímetros de Neb-Sanu (e de quase 4 mil anos!) ficou mundialmente famosa por rotacionar sem ninguém tocá-la, porém somente no período diurno – durante as noites, o pequeno objeto simplesmente parava de se mexer. Curiosamente, ele só se mexia por 180 graus e depois parava na posição oposta à que foi colocado.

Teoria que se comprovou

Como anteriormente cogitado, são as vibrações físicas próximas ao Museu de Manchester que fazem com que o peculiar movimento exista. Segundo um especialista da ITV que analisou as imagens e fez alguns testes no local, o resultado é conclusivo: a vibração que faz a estátua rotacionar é combinada por várias fontes que só estão presentes de dia.

Steve Gosling colocou três sensores de vibração ao redor da estátua e analisou os picos por dias. Como o Museu está localizado próximo da Oxford Road (uma avenida movimentada), o movimento constante de ônibus, carros e pessoas origina sutis vibrações que, para a pequena estátua, já são suficientes para ela se mexer. Quando um ponto de equilíbrio é alcançado, ela para o movimento. Veja o vídeo da explicação em inglês:

Gosling diz que são vários fatores que ocasionam o efeito misterioso, porém que não há nada de sobrenatural nele. Como a estátua possui uma base convexa e um nódulo em seu interior, ela é mais suscetível às vibrações – e é por isso que as outras estátuas não demonstram o mesmo tipo de comportamento (todas possuem uma base plana).