Há alguns dias um cara chamado Timmy Joe Elzinga, residente de Ontário, no Canadá, se deparou com algo estranho. Ele se levantou no meio da noite, olhou pela janela de casa e avistou a belíssima cena que você viu na imagem acima. Timmy não se deixou intimidar pelo frio congelante — de – 18 °C! — que fazia no lado de fora, clicou várias fotos do belíssimo espetáculo e as compartilhou no Imgur. Desde então, seus registros viralizaram. Confira mais uma imagem:

Já pensou levantar no meio da noite e avistar esse visual pela janela?

Mas, o que, afinal, são os misteriosos feixes coloridos de luz que Timmy fotografou no meio da noite? Algum evento alienígena? Uma manifestação sobrenatural? Uma versão maluca da aurora boreal (essa era a suspeita de Timmy)? Na verdade, se trata de um fenômeno meteorológico que nós já mencionamos brevemente aqui no Mega Curioso — e que não tem nada de inexplicável.

Pilares de luz

O que Timmy fotografou foi um fenômeno meteorológico relativamente comum conhecido como pilar de luz. Ao contrário do que o próprio canadense pensou que se tratava, esses curiosos feixes coloridos não tem nada a ver com as auroras boreais — que se formam quando partículas provenientes do Sol carregadas eletricamente interagem com átomos presentes na ionosfera, resultando nas belíssimas luzes que aparecem nas regiões polares da Terra.

O fenômeno pode não ser tão incomum assim, mas que é espetacular, isso ele é, você não acha?

Os pilares de luz ocorrem quando pequenos cristais de gelo hexagonais e planos se formam em regiões mais baixas da atmosfera do que o comum, criando uma espécie de espelho gigante que reflete a luz emitida por uma fonte qualquer — como as luzes de casas, carros e das cidades.

Então, o que acontece é que, em vez de viajar para o espaço, as luzes acabam sendo refletidas de volta à Terra pelos cristais de gelo, criando a ilusão dos pilares. As cores, aliás, costumam ser as mesmas das fontes luminosas e, por isso, os feixes aparecem coloridos. Na realidade, os pilares de luz tem algo em comum com as auroras boreais sim: eles se formam em regiões muito, muito frias, como é o caso do Canadá no inverno.