Já faz algum tempo que cientistas de todo o mundo estão quebrando a cabeça para encontrar formar eficazes de proteger a Terra do impacto de asteroides que poderiam, potencialmente, destruir o nosso planeta. Uma das propostas seria dar um jeito de enviar missões não tripuladas até o espaço e alterar a rota dos astros, e parece que o pessoal da NASA e da ESA — a agência espacial europeia — estão se preparando para pôr à prova essa possibilidade.

De acordo com Andrew Griffin, do portal Independent, pesquisadores das duas agências espaciais uniram forças e criaram um projeto focado em estudar e desviar asteroides que possam estar em rota de colisão contra a Terra e colocar em risco a sobrevivência da civilização humana.

Empurrão

Segundo Andrew, o primeiro teste da missão — que recebeu o nome de AIDA e deve ser lançada em outubro de 2020 — envolverá o envio de duas espaçonaves até uma pequena rocha espacial de formato ovalado apelidada de “Didymoon”. O corpo celeste conta com cerca de 150 metros de diâmetro e é um satélite natural que orbita ao redor do asteroide Didymos, que mede perto de 800 metros de diâmetro.

Os cientistas estimam que os foguetes devem levar dois até chegar ao pequeno astro, e um deles deve disparar uma sonda que atingirá o corpo celeste e o “empurrará” para fora de seu curso. Enquanto isso, a outra nave que faz parte da missão voará ao redor de Didymoon para obter medições sobre sua massa e densidade, assim como avaliar o sucesso do teste. Os pesquisadores também pretendem pousar um dispositivo na rocha espacial para estudá-la.

Teste

O astro não representa nenhum perigo ao nosso planeta, já que não se encontra em rota de colisão conosco. Entretanto, conforme explicaram os cientistas envolvidos no projeto, o teste servirá para que eles possam avaliar a viabilidade de atingir um asteroide potencialmente perigoso com uma espaçonave e medir o desvio produzido pelo impacto.

Além disso, os pesquisadores aproveitarão a oportunidade de estudar um asteroide binário pela primeira vez. Os cientistas também esperam avaliar a composição do material ejetado pelo impacto com a sonda e, depois, analisar a cratera resultante, bem como monitorar qualquer alteração na orbita de Didymoon.