No ano de 1912, um cientista que estudava a formação da Terra como conhecemos hoje publicou um artigo apresentando a teoria da “Deriva dos Continentes”. Em tal estudo, Alfred Lothar Wegener argumenta que, há cerca de 200 milhões de anos, o planeta exibia uma configuração continental diferente do que existe atualmente. Em vez de as terras serem separadas, havia um único supercontinente onde estavam concentradas todas as porções do território.

A esse grande aglomerado continental atribui-se o nome de “pangeia”, que, no idioma grego, significa “toda a terra”. Depois disso, devido à movimentação de placas tectônicas, que geram atividades sísmicas e vulcânicas, os pedaços de terra foram se dividindo e acabaram se afastando com o passar dos anos. Ainda hoje, os continentes se separam e as formações geológicas mais recentes (como a Cordilheira dos Andes) ainda crescem em altura devido a essa mesma razão.

Assim, de acordo com essa teoria da movimentação do assoalho terrestre, será que os continentes ainda poderiam ser perfeitamente encaixados? A resposta você pode conferir na imagem acima, na qual uma espécie de “pangeia moderna” é retratada. Podemos ver que as bordas continentais já não são mais muito complementares.

De acordo com a legenda da imagem no site em que ela foi publicada, a placa tectônica sob o Oceano Índico está se movimentando no sentido da Ásia meridional, chegando a avançar quase cinco centímetros por ano. Assim, é possível que em breve todo o continente “estreite relações” com o Himalaia.

Vale a pena dar uma olhada mais de perto na montagem acima. Será que, nos dias de hoje, conseguiríamos viver em um único grande continente? Pessoalmente, eu prefiro ter mais praias...