Há alguns meses, um grupo de profissionais trabalha em um recém-descoberto sítio arqueológico em plena cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente nas redondezas da antiga Estação Leopoldina. O local foi aberto nos últimos dias para o acesso de jornalistas e mais informações sobre as origens e os tipos de objetos encontrados no local foram reveladas.

O projeto ainda está em fase escavação, apesar de quase 200 mil objetos e fragmentos já terem sido encontrados. Curiosamente, o trabalho ocorre ao lado de um canteiro de obras da Linha 4 do metrô carioca. A análise das peças recolhidas será realizada com mais precisão e calma em 2014 e 2015, porém muitos utensílios já foram identificados.

Fonte da imagem: Reprodução/O Globo

Os objetos pertencem ao século 19, 18 e 17 e retratam os hábitos da família imperial. Possivelmente, muitos dos itens pertenceram ao Imperador Dom Pedro II, já que inscrições com o nome do seu título podem ser encontradas nas peças. Com esses pequenos objetos, é permitido ter uma noção real dos costumes e hábitos da família imperial e da elite na época.

Entre as peças identificadas, já foram achadas escovas de dente, garrafas de vidros, caixas de fósforo escocesas, canecas com o brasão imperial, anéis, prendedores de ouro, louças, entre outros itens históricos. Os arqueólogos explicam que como não existia coleta de lixo na época, os moradores cavavam buracos em seus quintais para enterrar resíduos ou coisas que não queriam mais.

Fonte da imagem: Reprodução/O Globo

Apesar de muitas peças estarem quebradas, vários itens também permaneceram intactos, enterrados em profundidade de até três metros. Moedas de muitas épocas também foram encontradas na região que, aparentemente, recebeu itens das mais variadas pessoas e de diferentes épocas. Realmente, é interessante ver que as coisas permaneceram intactas sob o chão enquanto a cidade cresceu ao redor.