O sexo acompanha o ser humano moderno desde a existência de seus primeiros indivíduos, é claro. Desde então, somos anatomicamente os mesmos em cerca de 100 mil anos. Portanto, segundo os cientistas, é seguro dizer que estamos apreciando o mesmo que nossos ancestrais apreciavam há milênios.

"Assim como nossos corpos nos dizem o que desejamos comer ou quando devemos ir dormir, eles estabelecem para nós um padrão de desejo. E o sexo sempre ofereceu prazer ao ser humano”, disse Edward Shorter, psicólogo da Universidade de Toronto, ao Live Science.

O sexo sempre nos definiu como espécie e a ideia sobre o assunto tem sido suficiente para alterar o curso da história, cultura e medicina. Confira abaixo.

9 – As doenças sexuais nas grandes guerras

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Muitos de nós pensamos em bombas, balas e ferimentos de batalha, quando pensamos nos danos causados durante as guerras, mas havia muito mais a temer do que tiros e gás químico durante a Segunda Guerra Mundial. Em um determinado dia, 18 mil homens foram incapacitados por doenças venéreas.

Nessa guerra, a gonorreia e a sífilis devastaram as tropas e, embora as mortes fossem raras graças à penicilina, as DSTs eram muito desagradáveis e debilitantes. Até mesmo antes de entrarem em terras estrangeiras, muitos homens contraíram as doenças de pessoas de suas próprias nações.

Porém, já em combates, em terras arrasadas por destruição e fome, hordas de mulheres seguiam um exército, tornando-se prostitutas quando surgia a oportunidade para poder sobreviver. O resultado foi claro e generalizado: mais de cem mil soldados foram diagnosticados com gonorreia e cerca de 80 mil foram diagnosticadas com sífilis.

8 – Genghis Khan

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Você sabia que muitos de nós podemos ter uma ligação com Genghis Khan? Um estudo recente de DNA revelou que uma surpreendente elevada porcentagem de homens pode compartilhar uma raiz genética em comum com Genghis Khan.

De acordo com algumas estimativas, um em cada 200 homens no mundo é um descendente direto do grande Khan, o que significa que são cerca de 16 milhões de pessoas. Enquanto isso pode parecer inacreditável, o conjunto genético do século 13 era muito menor do que hoje, e o rei mongol parecia passar a maior parte de seu tempo fazendo sexo com muitas mulheres diferentes, gerando muitos de descendentes.

Os historiadores não têm número definido de quantas crianças foram filhas de Genghis. Alguns estimam centenas. Outros ainda dão números na casa dos milhares. Apenas os quatro filhos nascidos por sua esposa oficial foram bem documentados, porque eles eram os únicos vistos como seus verdadeiros herdeiros, e eles certamente também fizeram a sua parte para espalhar o DNA do pai.

O filho mais velho do Khan, Tushi, teve quarenta filhos legítimos e, possivelmente, muitas crianças fora do casamento a perder de vista. Kublai Khan, neto de Genghis, teve 22 filhos legítimos com suas esposas, mas adicionava 30 mulheres em seu harém a cada ano, o que significa mais e mais bebês. Com tais números, é mais fácil perceber como 16 milhões de pessoas poderiam ser descendentes de um só homem.

7 – Al Capone

Al Capone, o gângster mafioso mais famoso do mundo era também o rei dos excessos em crimes e vícios sobre toda a cidade de Chicago nas décadas de 1920 e 1930. Depois de anos de extorsão, a sorte de Capone finalmente acabou quando os federais encontraram uma acusação que poderia realmente se encaixar nele: a evasão fiscal.

Primeiro enviado para a prisão de Atlanta, em seguida, para a famosa Alcatraz, o bandido esperou conseguir se livrar mais cedo de sua pena de 11 anos por bom comportamento, mas também por seu estado de saúde.

Apesar de sua estratégia ter funcionado, Al Capone não poderia desfrutar plenamente a sua vitória sobre o sistema de justiça, pois ele sofria de complicações devido à sífilis que contraiu durante anos de promiscuidade e precisou ir da cadeia diretamente para o hospital para tratamento.

De lá, foi morar em uma mansão na Flórida, mas debilitado e já afetado mentalmente pela doença. Ele acabou morrendo em 25 de janeiro de 1947, quando sucumbiu aos estágios avançados da sífilis.

6 – As pesquisas de Alfred Kinsey

Alfred Kinsey foi um Doutor em Biologia pela Universidade de Harvard, um cientista muito respeitado e um especialista mundial em vespas, mas ele desistiu de tudo para se dedicar a um campo muito mais necessário e controverso: a sexualidade humana.

Então, ele passou a dar aulas sobre o assunto. Os alunos, pensando que ele era de fato um especialista, o perguntavam sobre sexo. Vendo a confusão absoluta e o medo que a maioria dos estudantes universitários tinha em falar sobre isso, e sendo incapaz de responder às suas perguntas, Kinsey resolveu pesquisar o assunto.

Os anos 1930, 1940 e 1950 formaram um período sombrio para a sexualidade, e Kinsey encontrou a oposição de todos os lados. Alguns o chamavam de tarado, usando a ciência para suas próprias emoções, enquanto outros o chamavam de imoral e até mesmo o seu próprio pai, muito religioso, foi pego de surpresa pela natureza do interesse de seu filho.

Em 1954, Kinsey foi ainda acusado de tentar corromper a América e a democracia com informação de perversidades. Mesmo assim, seu primeiro livro, Sexual Behavior in the Human Male (Comportamento Sexual do Macho Humano), foi um enorme sucesso e vendeu 500 mil cópias

5 – A busca pelos afrodisíacos

Chifre de rinoceronte, testículos de cabra, ovos de tartaruga, cavalo marinho seco e tantas outras partes de animais são consideradas afrodisíacas por algumas crenças. E, principalmente na Ásia, isso acontece, talvez por isso o continente seja tão conhecido pelo tráfico de animais.

Os clientes pagam um bom dinheiro por um animal ameaçado ou em perigo, se eles acham que vai ele vá adicionar uma faísca a mais em sua vida amorosa. Nos últimos anos, no entanto, esperou-se que o advento das drogas para impotência contivesse a demanda por animais traficados.

Os comprimidos são mais baratos, legalizados, e não é necessário matar os inocentes bichos para deixar a vida sexual mais quente. A busca por afrodisíacos também existe há muito tempo em outros locais além da Ásia. Cada cultura tem curas e remédios populares.

Muitos acreditam que as ostras são perfeitas para esquentar os momentos entre os lençóis. Chocolate, abacate, semente de anis, figo, rabanetes, amêndoas, banana, caviar, trufas, café, manjericão e muitos outros itens foram todos reverenciados em algum ponto da História como o Viagra de seu tempo.

4 – A repressão sexual na arte romana

O Vaticano e seus líderes sempre foram grandes fãs de arte romana clássica, mas acabaram recolhendo centenas de estátuas e esculturas para fazer um pequeno ajuste: esconder seus pênis. A imagem sexualizada dos órgãos nas estátuas foi considerada inadequada para exibição em um lugar sagrado, de modo que cada uma foi coberta com uma folha de figueira.

De acordo com uma lenda urbana amplamente difundida, o Vaticano foi um passo além e realmente removeu fisicamente os falos ofensivos. Este conto tem levado alguns a até afirmar que o Vaticano tem uma sala secreta em seu grande complexo dedicado exclusivamente ao armazenamento desses membros das esculturas antigas. Será?

3 – Maria Antonieta

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As histórias de escândalo, sexo e festas sem fim que cercam Maria Antonieta tornam quase impossível ver quem ela realmente era ou o que ela realmente fazia. Rumores diziam que ela era uma ninfomaníaca que estava levando a França à falência, gastando dinheiro com suas extravagâncias.

Segundo os boatos da época, ela tinha muitos amantes e fartavam-se em doces, enquanto a maioria da população francesa morria de fome. No entanto, muitos historiadores relatam que Maria Antonieta não era uma pervertida como muitas fontes dizem.

Entretanto, a sua fama entre a plebe era de uma mulher promíscua e malvada. Com isso, os camponeses ficaram cansados da realeza e da fome, e estavam desesperados por mudança. Assim, Maria e seu marido Luis XVI foram capturados e condenados à guilhotina. Quando lâmina caiu, a França foi impelida para uma era de ainda mais anarquia e instabilidade.

2 – A arte do amor cortês

As regras do amor cortês da Idade Média incluíam pérolas como "o amor é reforçado pelo ciúme" e "a revelação pública de amor é mortal na maioria dos casos”. O conceito apareceu em toda a literatura inglesa, comumente vista em protagonistas cavalheiros desejando cortejar mulheres fora de seu alcance.

O exemplo da vida real mais infame do amor cortês aconteceu entre Henrique VIII e Ana Bolena. Os flertes entre Henrique e Ana tornaram-se um relacionamento sério, apesar dele já ser casado. Henrique exibia extremo ciúme quando outros homens cortejavam Ana, mas seu amor diminuiu quando ela não conseguiu gestar um herdeiro masculino.

Então Henrique, sendo um cavalheiro, segui a regra 11 do amor cortês: nunca ame uma mulher que você não se casaria. A maioria de nós conhece a história a partir deste ponto. Henrique se casou com Ana Bolena, embora o divórcio fosse ilegal, declarando seu casamento com Catarina nulo e sem efeito.

Ele dividiu a Igreja da Inglaterra da Igreja Católica para ficar com sua amada, resultando na criação da Igreja Anglicana. Mas, no fim, este novo amor foi igualmente passageiro, e logo Henrique se afastou de Ana por ela não lhe dar um herdeiro homem, o que causou diversas outras consequências.

1 – O Viagra

O medicamento Viagra chegou ao mercado em 1998, deixando a vida de muitos homens que enfrentavam problemas de impotência cheia de alegria novamente.  Até o Vaticano deu sinal verde para o seu lançamento um ano antes, com a consideração de que o sexo fortalece os laços conjugais.

A pílula azul renovou relacionamentos e salvou casamentos, mas também teve um efeito colateral inesperado: a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis. Especificamente, a propagação de doenças sexualmente transmissíveis em faixas etárias mais avançadas.

Como as mulheres mais velhas (de 50 anos ou mais) raramente engravidam, os recém-viris idosos deixaram a proteção de lado, o que causou resultados terríveis, levando a um aumento totalmente desproporcional na incidência de doenças sexualmente transmissíveis em comunidades da terceira idade.