Nós aqui do Mega Curioso já postamos inúmeras matérias sobre a Lua, e em várias delas comentamos a respeito da teoria mais aceita sobre a formação do nosso satélite. Conhecida como a “Hipótese do Grande Impacto”, ela está baseada na ideia de que um planeta rochoso conhecido como Theia — e de tamanho semelhante ao de Marte — teria esbarrado com a Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos.

A colisão entre os dois corpos celestes teria resultado na destruição de Theia — que acabou se fundindo com a Terra —, e os detritos que ficaram em órbita ao redor do nosso planeta acabaram se condensando e dando origem à Lua.

Contudo, apesar de a Hipótese do Grande Impacto ser a mais popular atualmente, ela não é a única, e a seguir você poderá conferir outras quatro propostas interessantes.

1 – Fissão

Proposta no século 19 pelo astrônomo e físico George Darwin — filho de Charles Darwin —, a Teoria da Fissão está baseada na ideia de que a Lua se formou a partir de fragmentos do nosso planeta que teriam sido lançados ao espaço graças ao rápido movimento de rotação que a Terra apresentava nos primórdios de sua existência. Depois de os detritos serem expelidos, eles teriam ficado “ancorados” próximos a nós devido à força gravitacional exercida pelo nosso mundo.

Mais tarde, em 1925, o geólogo austríaco Otto Ampherer inclusive chegou a sugerir que o pedação da Terra que deu origem à Lua teria saído da área que hoje é ocupada pelo oceano Pacífico.

A Teoria da Fissão só foi seriamente questionada em meados do século 20, quando cientistas estabeleceram que uma força capaz de fazer com que um fragmento tão grande se desprendesse do nosso planeta também teria destruído a Terra no processo. Por fim, a teoria foi desbancada de vez depois que as rochas lunares coletadas durante as missões Apollo da NASA apontaram que a sua composição era diferente de rochas provenientes do Pacífico.

2 – Coacreção

De acordo com a Teoria da Coacreção, a Terra e a Lua teriam se formado ao mesmo tempo pouco depois do Big Bang, há cerca de 13 bilhões de anos. Segundo essa ideia, os dois astros teriam nascido a partir de uma mesma nuvem de material cósmico presente na nebulosa que deu origem aos demais astros que existem no Sistema Solar.

Contudo, o problema com a Teoria da Coacreção é que ela não explica o motivo de forças gravitacionais não terem fundido a Terra e a Lua quando elas começaram a se formar, a razão de o satélite orbitar ao nosso redor nem a razão de as densidades do nosso planeta e da Lua serem diferentes.

3 – Captura

Outra teoria interessante é a da Captura, baseada na ideia de que a Lua teria se formado em algum lugar do nosso Sistema Solar e sido capturada pelo campo gravitacional da Terra em determinado momento.

No entanto, várias questões acabam por lançar dúvidas sobre essa teoria. Isso porque, para começar, a análise da composição da Terra e da Lua sugere que ambas possivelmente se formaram na mesma época.

Além disso, os cientistas acreditam que um objeto tão grande como o satélite teria sido empurrado para longe ou até se fragmentado ao se deparar com as forças que rodeiam o nosso planeta. Sem falar que a gravidade da Terra seria dramaticamente alterada após capturar um corpo celeste de tamanha proporção, o que significa que a Lua acabaria, eventualmente, se liberando de nós.

4 – Colisão

Em um estudo apresentado em meados de 2011, um grupo de cientistas sugeriu que o nosso satélite pode ter se formado a partir da colisão entre duas luas. De acordo com a teoria proposta, a Terra era orbitada por dois pequenos astros — até que um deles se chocou com o outro, formando a Lua que conhecemos atualmente.

Evidentemente, tudo não passa de especulação, mas a teoria baseada na colisão poderia explicar o motivo de uma das faces da Lua — a que se encontra voltada para a Terra — ser mais plana e baixa, enquanto a outra é mais elevada e montanhosa. De momento, o consenso é de que as diferenças no terreno são provocadas pela força gravitacional do nosso planeta.