Segundo uma nota divulgada pelo Chronicle Online, da Universidade Cornell, dos EUA, um grupo formado por bioengenheiros e médicos da instituição está produzindo partes do corpo através de impressoras 3D em laboratório. Segundo a publicação, os pesquisadores utilizaram caudas e orelhas de animais como “tinta” — ou matéria prima —, e o resultado final é praticamente idêntico a uma orelha humana.

A primeira etapa do processo envolve imprimir um molde no formato de orelha humana — o que leva cerca de um dia inteiro para ficar pronto —, que depois é recheado por uma espécie de gel, desenvolvido a partir do colágeno obtido da cauda de ratinhos e da cartilagem proveniente da orelha de vacas.

Orelha impressa

Fonte da imagem: Reprodução/Chronicle Online

Depois de rechear o molde com o gel — processo que demora cerca de 30 minutos —, é necessário aguardar aproximadamente 15 minutos para pode retirar a orelha da forma. Então, a orelha é aparada e colocada em uma cultura de células durante alguns dias antes de poder ser implantada.

Os pesquisadores esperam que a tecnologia possa ser utilizada no futuro para tratar a microtia — doença congênita que afeta as orelhas — ou para ajudar pacientes que perderam ou tiveram suas orelhas danificadas devido a alguma doença ou acidente. E se os experimentos continuarem a dar bons resultados como até agora, o primeiro transplante pode ocorrer dentro de três anos.