Meghan Stelly, estudante de biologia da Universidade Clemson, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e seu pai Terry Stelly, cirurgião cardiovascular no Alabama, investigaram o implante de biomaterial seguido de execução de uma ponte de safena e descobriram que a aplicação permitiu que o organismo regenerasse os tecidos do coração.

A matriz extracelular-biomaterial utilizada é uma substância naturalmente presente no organismo que ajuda a regular as células e pode ser coletada e processada de maneira a se remover as células e aproveitar apenas a estrutura central, que é feita de colágeno.

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A matriz pode ser usada para construir uma espécie de “bioplataforma” que, quando usada em implantes médicos, permite que as células do paciente se reproduzam e reparem o tecido danificado. Os pesquisadores tiveram a oportunidade de examinar clinicamente uma bioplataforma implantada há cinco anos para o fechamento do pericárdio, seguido de uma cirurgia de ponte de safena.

“Os resultados revelaram que a bioplataforma se transformou em um tecido repleto de células similares às estruturas nativas do pericárdio. Essencialmente, o corpo humano regenerou seu próprio tecido. Sempre que pudermos fazer o corpo regenerar o tecido em vez de introduzirmos um objeto estranho o resultado é melhor para o paciente”, comenta Meghan Stelly.

A pesquisa – que foi publicada no periódico The Annals of Thoracic Surgery – sugere a efetividade a longo prazo desse tipo de tecnologia para casos em que é necessário fazer o fechamento do pericárdio ou recuperar algum tecido do coração.