Embora a Medicina tenha avanços incríveis para listar no último século, muitas doenças relativamente fáceis de serem combatidas ainda preocupam os profissionais da área. O mapa que você vê acima deixa bem claro esses problemas e nos mostra onde estão os principais casos de doenças.

O mapa começou a ser criado em 2008 a partir de uma iniciativa do Council of Foreign Relations Global Health Program e tinha como principal objetivo traçar um panorama da incidência de doenças que poderiam ser evitadas com a vacinação.

As informações acerca de doenças como sarampo, caxumba, rubéola, poliomielite, coqueluche, entre outras, foram coletadas entre 2008 e 2012 e reunidas no mapa interativo que pode ser acessado com seu conteúdo completo neste link aqui. Todos os casos registrados no mapa foram contabilizados a partir de informações divulgadas na mídia internacional, o que talvez sirva de explicação para haver poucos casos no Brasil e na América do Sul como um todo.

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Países desenvolvidos x vacinação

O que mais impressiona nos números mostrados no mapa é a quantidade de casos encontrada em países desenvolvidos e com acesso garantido à vacinação, conforme podemos ver nos Estados Unidos e boa parte da Europa.

Ao redor do mundo inteiro, é fácil visualizar com a ajuda do mapa que o sarampo é a doença que mais acomete a população, tendo mais de 20 mil casos registrados em países como Índia, Paquistão, Indonésia e Filipinas desde 2008 até o presente momento. Alguns acreditam que a falta de disponibilidades da Vacina Tríplice Viral (SRC), que previne contra sarampo, rubéola e caxumba, seja a principal justificativa para o número elevado de casos.

Embora os dados coletados pelo conselho de saúde possam ser questionados por terem sido retirados diretamente da mídia, eles não deixam de refletir o poder do movimento antivacinação, que é bastante influente nos Estados Unidos e em alguns outros países.

Sendo assim, o mapa pode não representar um panorama exato das doenças que poderiam ser combatidas com vacinas ao redor do mundo, mas não deixa de ser uma evidência que comprova que as mazelas que preocupavam as gerações anteriores voltaram a nos ameaçar.