Se você se lembra das aulas de biologia, deve saber que transplantes sanguíneos precisam ser feitos com extrema cautela, afinal existe incompatibilidade entre diversos tipos sanguíneos. O grupo O é conhecido por ser doador universal, mas se depender do esforço da Ciência, isso pode ser mudado em breve.

Cada tipo sanguíneo é classificado conforme a presença ou a ausência de uma molécula de açúcar. As pessoas do grupo A têm um tipo de molécula, enquanto que as do grupo B têm outro tipo – por outro lado, o grupo AB apresenta as duas moléculas possíveis. Já o grupo O não apresenta essa molécula e, por isso, pode doar para qualquer um dos grupos.

Cientistas já conseguiram sintetizar em laboratório uma enzima que elimina a molécula de açúcar presente nos grupos A e B. O problema é que a tal enzima não tinha muita eficiência, mas a boa notícia é que um novo estudo chegou a resultados impressionantes e agora é possível aumentar a funcionalidade dessa enzima de laboratório em 170 vezes.

Por mais que os resultados sejam otimistas, o funcionamento dessa enzima ainda não é considerado perfeito, já que vestígios dessas moléculas de açúcar podem acabar se prendendo às células sanguíneas dos grupos A e B e provocando uma reação imunológica. De qualquer forma, é interessante saber que a tecnologia está nos aproximando do dia em que pacientes poderão receber sangue de qualquer tipo, graças a esse tratamento. Você já tinha ouvido falar disso?