Não é preciso ser nenhum especialista para saber que uma pessoa que sofre uma decapitação tem pouquíssimas chances de sobreviver — ou de levar uma vida normal caso sobreviva! Portanto, não é à toa que todo mundo está se referindo à recuperação de Jackson Taylor, um garotinho australiano de pouco mais de 1 ano de idade, como milagrosa.

De acordo com Amy Packham, do The Huffington Post, a mãe de Jackson seguia por uma via com o menino e a filha de 9 anos quando o carro em que viajavam foi atingido por outro veículo a pouco mais de 110 quilômetros por hora. Segundo Amy, apesar de todos os airbags terem sido acionados no impacto, a pancada foi tão forte que a cabeça e o pescoço do garotinho se separaram — e ele sofreu o que os médicos chamam de decapitação interna.

Milagre

Os médicos que atenderam Jackson explicaram que o caso do menino é um milagre, pois a maioria das crianças não sobreviveria ao tipo de lesão que ele sofreu. Além disso, se ocorresse uma ressuscitação, o mais provável seria que a vítima jamais pudesse se mover ou respirar sozinha.

Para “reconectar” a cabeça de Jackson ao pescoço, os médicos usaram uma peça de metal e um fragmento de osso proveniente de uma das costelas do menino, e a cirurgia durou seis horas.

Além disso, Jackson teve um dispositivo colocado em sua cabeça, para que o pescoço ficasse imóvel, e foi mantido em coma induzido por três dias. Por sorte, a cirurgia foi um sucesso, e os médicos disseram que Jackson poderá ter uma vida normal depois que ele tiver o aparelho removido — o que deve ocorrer dentro de oito semanas.