Existem assuntos que nós, geralmente, não debatemos, seja por não pensarmos muito nele ou pelo conteúdo em questão ser um tanto polêmico. A morte, sem dúvidas, está entre estes temas. Mesmo sabendo que ela é certa, você já parou para refletir sobre como gostaria de morrer?

Pode parecer estranho, mas pesquisadores revelaram os principais pontos relacionados a uma “boa morte”. Para chegar a estas conclusões, eles entrevistaram diversos grupos, entre eles pacientes com pouco tempo de vida e seus familiares, além de profissionais da área da saúde.

Dez temas centrais foram identificados:

  1. Preferências por um processo de morte específico
  2. Estar livre de dor
  3. Religiosidade e espiritualidade
  4. Bem-estar emocional
  5. Não deixar pendências em vida 
  6. Preferências por alguns tratamento
  7. Dignidade
  8. Família
  9. Qualidade de vida
  10. Relação com o prestador de cuidados de saúde

Estudo mostra o que pacientes em fase terminal pensam sobre a morte

Os três pontos mais importantes para todos os grupos foram a escolha do tipo de morte, não sentir dor e o bem-estar emocional. Eles também salientaram a importância da religiosidade e da espiritualidade, da presença da família e de ter questões concluídas em vida.

Para o Dr. Emily Meier, da Universidade da Califórnia, clinicamente, existem muitas diferenças entre as escolhas dos pacientes, de suas famílias e dos prestadores de serviços de saúde quando chega esse momento tão delicado. Por isso, é importante saber o que aquela pessoa quer e tentar atender a esses desejos.

Pode parecer chocante perguntar a uma pessoa sobre a sua morte, mas, segundo Dr Dilip Jeste, essa atitude pode dar ao paciente uma sensação de segurança e controle da situação.

Como seria uma morte tranquila?

O estudo foi realizado depois da divulgação de um relatório chocante, o qual aponta que milhares de pacientes são deixados com dores em suas horas finais, pois os médicos não oferecem os remédios precisos.

Outro ponto importante é deixar que estes pacientes terminais passem os seus últimos dias em casa, com a companhia e o apoio da família.

*Publicado em 04/04/2016