1 – Incidência com relação a gênero

Em comparação com os homens, as mulheres têm duas vezes mais chances de serem afetadas por algum transtorno de ansiedade, o que inclui o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), a agorafobia, a síndrome do pânico e a ansiedade em si, que se manifesta principalmente por meio das sensações constantes de medo, pânico, frio na barriga, irritabilidade e falta de atenção.

São sintomas que, com o passar do tempo, podem impedir que a pessoa consiga realizar suas atividades normalmente.

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2 – É mais comum em pessoas jovens

Independente da cultura da qual fazem parte, as pessoas jovens, com menos de 35 anos, têm mais chances de sofrer com a ansiedade em comparação com quem já passou dessa faixa etária.

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3 – Ansiedade tem relação com o vício em opioides

Em todo o mundo, estima-se que até 67% das pessoas que são viciadas em algum derivado do ópio tenham sintomas do transtorno de ansiedade.

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4 – Pessoas que fazem apostas ou são viciadas em internet têm mais propensão a sofrer de ansiedade

Assim como ocorre com o vício em opioides, apostar compulsivamente e vício em internet são outros dois fatores com comprovada relação direta com o desenvolvimento do transtorno da ansiedade – 37% das pessoas viciadas em apostas têm algum transtorno de ansiedade, e já é comprovado que pessoas viciadas em internet têm duas vezes mais chances de desenvolverem alguma dessas condições.

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5 – A ansiedade está geralmente associada a outras condições mentais

Pacientes com transtorno bipolar, esquizofrenia ou esclerose múltipla têm mais chances de desenvolver algum tipo de transtorno de ansiedade. Na Europa, até 28% dos pacientes que tratam a bipolaridade têm ansiedade também; em termos globais, 12% das pessoas com esquizofrenia também têm ansiedade – esse percentual é de 32% entre quem tem esclerose múltipla.

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6 – Outras doenças também têm relação com a ansiedade

Entre elas, destacam-se: patologias cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias, diabetes e outras condições crônicas. Em números, sabe-se que até 49% das pessoas com doenças do coração têm ansiedade; já entre os pacientes com câncer, considerando inclusive os sobreviventes, esse índice é de 23%  – aliás, em casos de câncer, a ansiedade pode atingir não apenas os pacientes, mas também seus maridos ou suas esposas.

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7 – Pessoas com condições crônicas de saúde tendem a apresentar sintomas

Diabéticos tendem a apresentar mais sintomas de ansiedade em comparação a pessoas não diabéticas, e a incidência do transtorno é ainda maior em mulheres do que em homens – em números, significa que 55% das mulheres e 33% dos homens diagnosticados com diabetes apresentam sintomas de ansiedade.

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8 – Traumas do passado podem desencadear ansiedade

Muitas pesquisas já foram feitas nesse sentido e, de fato, experiências traumáticas têm forte relação com o desenvolvimento de algum transtorno de ansiedade. Entre os soldados norte-americanos, veteranos de guerra e que tiveram membros amputados, 25% têm o transtorno de ansiedade. Mundialmente, entre as vítimas de abuso sexual, esse número sobe para 82%.

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9 – Alguns dos grupos que são mais suscetíveis à ansiedade

Lésbicas, gays, transgêneros e bissexuais de países ocidentais têm mais chances de desenvolver ansiedade. De novo, o índice é mais alto entre as mulheres (39%) do que entre os homens (até 20%).

Sintomas de ansiedade são comuns também entre os idosos, especialmente entre os que apresentam algum tipo de disfunção cognitiva – nesse caso, estima-se que até 75% desses idosos sofram com a ansiedade e, assim como nos casos de câncer, a condição acaba se estendendo aos cuidadores.

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Mais do que saber sobre essas condições, é fundamental procurar ajuda médica e psicológica quando se nota que algum padrão de pensamento ou de sensação negativa se repete a ponto de interferir na sua rotina. Fique atento aos sinais do seu corpo e da sua mente e, se for o caso, peça ajuda de alguma pessoa próxima e de confiança e procure fazer uma avaliação médica.

Ainda que essas condições nos assustem, vale lembrar que para todas elas há tratamento e que as terapias modernas, medicamentosas ou não, costumam ser muito eficientes. O que não dá é para sofrer por longos períodos, ou mesmo por uma vida inteira, sem buscar ajuda.