Muitos de nós já tivemos que visitar amigos e parentes em Unidades de Terapia Intensiva, onde os pacientes são monitorados 24 horas por dia. São tantos equipamentos e sons que muitas vezes não sabemos o que exatamente está acontecendo. Você já parou para pensar por que os monitores apitam e têm tantas luzes?

Os monitores são utilizados para que a equipe médica e de enfermagem verifiquem constantemente os sinais vitais dos pacientes, o que é muito importante para perceber a evolução positiva ou negativa do estado clínico da pessoa avaliada ou o aparecimento de novos problemas. Os alarmes emitidos por esses aparelhos funcionam como um ‘anjo’ dos pacientes monitorados, já que qualquer alteração, seja no batimento cardíaco, na pressão arterial ou na quantidade de oxigênio no sangue, despertará a atenção dos profissionais de saúde.

As características dos alertas são variáveis de acordo com o tipo de emergência que os parâmetros de medição do monitor estão configurados para apurar. Por exemplo, no parâmetro relacionado às funções do grupo cardíaco, é possível fazer a medição dos batimentos e a frequência cardíaca por meio de cinco eletrodos que ficam colados no tórax do paciente. Assim, quando houver queda ou aumento desses parâmetros fisiológicos, os sons emitidos pelo monitor vão sofrer variação de altura, intensidade e espaçamento.

Ainda baseado nesse exemplo, no caso de uma emergência de nível alto, o monitor vai emitir três bips seguidos, com intervalos de cinco segundos e mais dois bips seguidos novamente. No caso de média urgência, os bips soam apenas três vezes seguidas, com intervalos de até 15 segundos.

Outro parâmetro que pode ser medido pelo monitor de UTI é o do grupo respiratório, que faz a medição do gás carbônico presente no organismo, além do número relacionado à respiração do paciente por minuto. A partir dos mesmos sensores que fazem o controle cardíaco, com a inspiração e expiração do paciente, é possível captar a variação de CO² por minuto entre elas. Assim, após essa medição, esses dados são traduzidos em uma curva e emitem diferentes alertas de acordo com o nível de urgência do problema, sendo alta ou baixa.

É importante dizer que todos os monitores seguem uma padronização internacional com normas técnicas para esses tipos de alertas, assim, em qualquer lugar do mundo, os sinais sonoros podem ser identificados. Além disso, ter um produto que mostre os dados vitais de uma forma fácil de serem acessados e compreendidos pode agilizar a tomada de decisões médicas.

Via assessoria