A campanha Contra Racismo mostrou, de forma bem didática, como o preconceito racial ainda está enraizado em nossos julgamentos, incluindo os mais superficiais. Para comprovar isso, foi realizado um experimento social com profissionais de Recursos Humanos.

As pessoas foram divididas em dois grupos, e basicamente precisavam dizer o que modelos de uma série de imagens estavam fazendo ou que profissões aparentavam ter. O primeiro grupo viu fotos apenas de indivíduos brancos, e o segundo viu exatamente as mesmas fotos vistas pela turma anterior – a diferença agora é que os modelos eram negros.

O experimento

A diferença de respostas entre os grupos é assustadora. O homem branco, de terno e gravata, é visto como um executivo; enquanto o negro é chamado de motorista, por exemplo. A moça branca com uma lata de tinta em spray na mão estava grafitando; a negra, pichando.

Por trás desse julgamento que fazemos apenas por meio da cor da pele de alguém, existe o chamado racismo institucional, que é o que acontece quando pessoas negras sofrem preconceito no ambiente de trabalho – não foi à toa que os voluntários do experimento foram todos profissionais de R.H.

A campanha divulgou também algumas estatísticas que comprovam que o preconceito racial ainda existe: 82,6% dos negros afirmam que sua cor de pele influencia a vida profissional; pessoas negras ganham 37% a menos do que pessoas brancas e ocupam apenas 18% dos cargos de liderança; entre os desempregados, 60,6% são negros.

Lembramos que racismo é crime – para denunciar, basta ligar para o Disque 100.