No último sábado (2), o programa “Altas Horas” trouxe um convidado incrível: André Lodi, que foi criado por duas mães. Com apenas 14 anos de idade, Lodi conseguiu dar uma aula de cidadania e mostrou que crescer em um lar com pais homoafetivos não o difere em nada de outros adolescentes.

Bem, teve apenas um pequeno detalhe que ele reclamou: questionado se sentia a falta de uma presença paterna e masculina, ele respondeu que sim, já sentiu, mas apenas para levá-lo ao estádio de futebol – “problema” que ele contornou indo assistir aos jogos com seus amigos. Do contrário, Lodi mostrou que o amor de duas mães ou de dois pais é igual ao de um casal heteronormativo.

Claro que nem todo mundo da plateia soube se expressar direito com a diferença. Um rapaz chamado Bruno perguntou ao garoto: “Quando você descobriu que tinha duas mães, foi um choque ou você aceitou numa boa?”. Lodi deu a melhor resposta de todas: “Eu não descobri, eu sempre tive duas mães”.

Adolescente estimulou o debate da criação de crianças por casais homoafetivos

O tapa com luva de pelica poderia ter acabado por aí, mas Bruno insistiu em polemizar algo que deveria ser encarado com naturalidade por todos. Ao tentar repetir a pergunta, Lodi o interrompeu e começou o debate: “O seu núcleo familiar, como é formado?”. Bruno explicou que a família dele era “normal”, formada por um pai e uma mãe – ele ainda tentou consertar falando que, apesar disso, ele não tinha nenhum preconceito.

Talvez ele realmente nem tenha, mas não soube formular a questão. Por isso, recebeu uma resposta que viralizou nas redes sociais: “Ah, então você está dizendo que a minha família não é normal?”. André ainda terminou a discussão devolvendo a pergunta: “E quando você percebeu que tinha um pai e uma mãe?”. Bruno ficou sem resposta, a plateia ovacionou André, e o Brasil ganhou um exemplo de hombridade.

Em tempo: para quem não viu a entrevista completa, vale ressaltar que as mães de André estão separadas, mas isso não muda em nada o sentimento que ele tem pelas duas. Tanto que, apesar de estar registrado apenas no nome de uma delas, corre na Justiça o pedido para a inclusão do nome de sua outra mãe na sua certidão de nascimento – algo que não era permitido quando ele nasceu.

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