Existem muitos empecilhos para que humanos consigam detectar vida fora da Terra. Nossa tecnologia tem avançado bastante, mas entre nós e planetas com chances de abrigar vida existe uma distância muito grande. Provavelmente nós, seres humanos vivos em 2018, não veremos alguma descoberta bombástica nesse sentido, mas o que seria necessário para que aliens detectassem nossa presença?

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Observações iniciais

Em primeiro lugar, seria necessário que alguém identificasse o movimento de translação da Terra ao redor do Sol, fazendo com que a luz do Sol fosse bloqueada por alguns instantes, considerando um observador externo. Conhecemos atualmente 9 planetas que possuem condições de identificar esse movimento, assim como já identificamos vários planetas que fazem o mesmo.

O nosso Sol é considerado estável para os padrões do Universo, pois não é propenso a gerar labaredas gigantescas que acabariam com nossa atmosfera. Além disso, seria possível observar que estamos distantes o suficiente dele, dentro da zona habitável, onde se encontra água em estado líquido. Considerando todas essas caracaterísticas, as chances de existir vida aumentam cada vez mais, mas qual seria o próximo passo?

Nossos gases nos denunciam

A presença de oxigênio é um forte indicativo da presença de vida em um planeta, e considerando que plantas são ótimas fábricas de oxigênio, temos uma atmosfera com esse elemento em abundância.

Apesar disso, são necessários outros gases para confirmar a existência de vida em um planeta, e os temos de sobra. Uma observação mais cuidadosa da atmosfera mostraria a presença de vários elementos, como nitrogênio, dióxido de carbono, óxido nitroso e metano. Do ponto de vista científico, somente vida poderia manter a atmosfera terrestre com a composição de gases que ela possui.

Grandes cidades

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Com telescópios suficientemente grandes, seria possível identificar nossas metrópoles de uma distância considerável. Em um artigo de 2017, os astrônomos Svetlana Berdyugina e Jeff Kuhn esboçaram o que seria necessário para que nós fizessemos esse tipo de análise. Para tal tarefa, seria preciso um telescópio com 40 metros de largura, construído com o único objetivo de capturar a pouca luz refletida por outros planetas, sendo que as variações nessa luz ao longo do tempo indicariam diferentes regiões no local.

Sinais de rádio

Disco douradoDisco dourado a bordo da nave Voyager

Caso o objetivo extraterrestre seja encontrar humanos, a forma mais fácil é através de transmissões de rádio. Desde sua invenção, temos fornecido material audiovisual que, da mesma forma que chega até sua casa, é lançado no espaço sideral. Mensagens já foram enviadas intencionalmente, e até um disco dourado foi lançado com informações sobre nosso planeta, caso alguém o encontre.

Nossos sinais de rádio, atualmente, já alcançaram mais de 360 trilhões de quilômetros, ou pouco mais do que 37 anos-luz, uma distância pequena considerando o tamanho do Universo. Como comparação, nossa galáxia – a Via Láctea – tem cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro.

Enquanto ninguém nos encontra, ou não encontramos ninguém, as buscas continuam e talvez, um dia, possamos trocar informações e experiências com seres de outro planeta. Que tal?