Lançada em 2017, a série "Mindhunter" conta a história de dois agentes do FBI inspirados em pessoas reais: John E. Douglas e Robert Ressler, que ajudaram a cunhar o termo serial killler na década de 1940. 

A dupla deu os primeiros passos na criação de um método de análise de comportamento para chegar até esses criminosos, os assassinos em série.

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Isso não aconteceu nos Estados Unidos por acaso: o país tem o maior número de assassinos do tipo, quase 19 vezes mais do que o segundo colocado da lista, segundo o World Atlas. De acordo com o site, os norte-americanos concentram 2.743 serial killers  o equivalente a quase 70% do total no mundo inteiro —, enquanto a Inglaterra tem 143 e a África do Sul, 112.

Mas, quantos deles ainda estão à solta? O jornalista investigativo Thomas Hargrove, fundador do projeto Murder Accountability [Responsabilidade por Homicídio, em tradução livre], conta que pelo menos 2 mil serial killers continuam em liberdade nos Estados Unidos, dos quais se estima que cerca de 30 ainda estejam ativos.

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Hargrove chegou a esse número com base no banco de dados do FBI, a partir de uma estimativa levando em consideração os casos de assassinatos ligados por DNA, incluindo na conta também uma porcentagem de casos não reportados à agência de investigações norte-americana.

Mistérios não resolvidos

Existem atualmente chocantes 220 mil casos de homicídios não resolvidos nos Estados Unidos desde a década de 1980, de acordo com ele, graças principalmente à falta de recursos  financeiros e de pessoal  para investigar mais a fundo cada ocorrência.

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Além disso, há uma série de outros fatores que podem contribuir para que tantos deles continuem à solta  uma delas é o que ele chama de "cegueira de ligação".

Nem sempre existe um diálogo entre um detetive investigando um caso e outro trabalhando em uma morte por motivos similares, que pode ter acontecido em outra jurisdição. Isso faz com que, em muitas ocasiões, os crimes nunca sejam conectados e não se descubra que se trata de um mesmo criminoso.

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Ao menos recentemente, diferentes tipos de tecnologias vêm sendo utilizadas para tentar contribuir nessa busca, seja por meio de inteligência artificial ou da utilização de bancos de dados de DNA, como a que levou à prisão do famoso Assassino do Skate Dourado, neste ano.

O problema é que a tecnologia custa caro, e pessoas para operá-las envolvem mais dinheiro ainda, e isso dificulta uma evolução significativa  até porque as inovações também chegam aos próprios criminosos, que evoluem ainda seu conhecimento e sua forma de driblar as prisões.