Existe um antigo cemitério chamado Santa Paula em Guadalajara, no México, que foi construído em 1848, fechado em 1896, menos de 50 anos depois de sua “inauguração”, e hoje funciona como museu. No entanto, esse lugar se tornou conhecido por conta de uma lenda bem interessante — e macabra! Uma que envolve mortes sangrentas, a existência de uma criatura maligna e uma bela pitada de mistério.

Vampiro de Guadalajara

O cemitério de Santa Paula é também conhecido localmente como Panteón de Belén e, segundo a lenda, alguns anos depois de começar a receber seus “residentes”, ele teria sido palco de acontecimentos muito sinistros. Tudo teria começado com a descoberta do cadáver de uma jovem jogado em um beco nas imediações do local.

Cemitério no MéxicoInterior do Pantén de Belén (Vivir Guadalajara)

A moça teria morrido em consequência de um ferimento no pescoço — mais especificamente, na jugular — e todo o sangue de seu corpo teria sido completamente drenado. Então, poucos dias depois, enquanto a população ainda lidava com a chocante morte da jovem, outro morto foi descoberto, também próximo do Panteón de Belén.

Desta vez, se tratava do corpo de um defunto do cemitério mesmo — que teria sido exumado pouco tempo após o sepultamento —, e esse cadáver, assim como o da moça, mostrava marcas estranhas no pescoço. E, para causar ainda mais comoção na comunidade, depois da descoberta da jovem e do morto-morto, uma garotinha teria aparecido morta no Panteón de Belén, mostrando os mesmo sinais que as vítimas anteriores.

Caçada

É claro que, com base nas evidências — e considerando que estamos falando de crimes ocorridos há quase 200 anos (sem falar que, em todo caso, se trata de uma lenda!) —, a galera de Guadalajara logo concluiu que o autor só poderia ser um vampiro. Assim, a comunidade teria organizado uma vigília ao redor do Panteón de Belén e, logo ao final da primeira noite, uma criatura teria sido vista rondando algumas sepulturas.

Sepultura antigaUma das antigas sepulturas do cemitério (Clauzzen)

Segundo a história, um grupo de homens partiu para cima do ser e, após uma breve luta, um dos bravos tapatíos (como são conhecidos os naturais de Guadalajara) cravou uma estaca no coração da besta. Para garantir que o tal vampiro não voltaria para aterrorizar — e sugar o sangue — dos vivos, a comunidade enterrou a criatura com estaca e tudo em uma cova profunda, que foi coberta com concreto. Mas a história não acaba aqui, não!

Dizem que pouco mais de um mês de o vampiro ser concretado na cova, uma porção de fissuras começou a aparecer na superfície. Com medo de que o ser das trevas estivesse tentando escapar, a turma de Guadalajara foi investigar e descobriu que as fraturas no concreto estavam sendo produzidas pelas raízes de uma árvore presente no cemitério.

Árvore em cemitérioA tal árvore sinistra (Atlas Obscura/Mephistopheles)

Aliás, dizem também que, até hoje, quando alguém tenta cortar as raízes ou os galhos da árvore, ela derrama um espesso líquido escarlate — que seria sangue humano. Buuuu... É pouco provável que exista algo de verdade nessa história toda, mas que ela ajuda a dar um toque de mistério às visitas ao antigo cemitério, isso ajuda!

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