Já deve ter acontecido com você de ter uma palavra na ponta da língua, mas não conseguir se lembrar dela de jeito nenhum, não é mesmo? Pois de acordo com o site The Atlantic, um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos sugere que fechar os punhos pode ajudar a ativar a atividade focal do cérebro e auxiliar você a lembrar coisas, contanto que o abrir e fechar de mãos seja feito obedecendo uma determinada sequência.

Segundo os pesquisadores, fechar um dos punhos pode estimular a atividade cerebral do lado oposto ao da mão fechada aproximadamente 90 segundos mais tarde. Assim, ao fazer isso com a mão direita, por exemplo, estimulamos a atividade do hemisfério esquerdo do cérebro, lado associado a emoções como felicidade e raiva. Por outro lado, fechar o punho esquerdo ativa a atividade do hemisfério direito, associado a emoções como a tristeza e a ansiedade.

Experimento

Estudos anteriores já haviam apontado que a área pré-frontal esquerda do cérebro parece estar associada à codificação das memórias, enquanto a área pré-frontal direita está relacionada ao resgate dessas memórias. Para comprovar essa hipótese, os pesquisadores realizaram testes de memória com um grupo de voluntários — todos destros —, que tiveram que memorizar e depois lembrar palavras enquanto apertavam uma bolinha.

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Os resultados mostraram que os participantes que memorizaram as palavras imediatamente depois de fechar o punho direito, para fechar o punho esquerdo logo em seguida, apresentaram um desempenho melhor do que os participantes que fecharam os punhos seguindo a sequência contrária.

Direita, esquerda

De acordo com os pesquisadores, estimular determinadas regiões do cérebro em uma sequência definida resulta em um melhor desempenho de algumas funções. Apesar de o estudo ter sido pequeno e envolvendo apenas um reduzido grupo de indivíduos destros, a ideia por trás do experimento é bem interessante.

Portanto, não custa nada exercitar as mãos para refrescar a memória: basta se lembrar da sequência certa — mão direita e depois a esquerda para os destros e, supostamente, a esquerda antes da direita para os canhotos — para trazer à ponta da língua aquelas palavras que escaparam da sua memória.