Segundo uma notícia publicada pelo G1, cientistas argentinos descobriram que os chamados neurônios conceito demoram 300 milésimos de segundo para processar estímulos sensoriais e transformá-los em memórias, ou seja, esse é o tempo que o cérebro leva para formar lembranças.

De acordo com a publicação, a equipe de cientistas se dedica a avaliar o cérebro de pacientes que serão submetidos a cirurgias para curar a epilepsia, medindo sua atividade neurológica. Liderados pelo argentino Rodrigo Quian Quiroga, diretor do Centro de Neurociência Sistêmica da Universidade de Leicester, na Inglaterra, os cientistas explicaram que, basicamente, a formação de memórias envolve uma associação de conceitos.

Associação de ideias

Fonte da imagem: Shutterstock

Imagine que você se recorda de ter encontrado com um amigo quando foi ao cinema. Segundo os pesquisadores, essa lembrança é formada pela associação dos conceitos “amigo” e “ir ao cinema”, e os neurônios demoram — do momento em que vemos a pessoa até esse estímulo sensorial chegar ao cérebro — apenas 300 milissegundos para serem ativados e gerar a memória.

Os cientistas explicaram ainda que, embora não exista um local específico no cérebro no qual as memórias ficam armazenadas, uma região determinada — o hipocampo — está relacionada com a sua construção, e é nessa área que os neurônios conceito ficam concentrados. Aliás, sem o hipocampo, a formação de novas memórias é impossível.

Entretanto, apesar de muito interessante, a descoberta ainda não permite que os pesquisadores encontrem uma cura para doenças degenerativas como o Alzheimer, por exemplo, pois ainda falta muito para que todos os mecanismos envolvidos na criação de novas memórias sejam completamente compreendidos.