A cervejaria neozelandesa DB Export decidiu fazer algo melhor com os restos de levedura que sobravam durante o processo de produção de suas bebidas do que simplesmente jogar tudo fora. Em vez disso, fez um acordo com uma rede de postos de gasolina para destilar e refinar o etanol do material até ficar puro o suficiente para que pudesse ser aproveitado como biocombustível.

O resultado é o chamado brewtroleum – palavra que junta os termos em inglês brew e petroleum, ou bebida fermentada e petróleo, respectivamente. Produzido pela primeira vez em fevereiro deste ano, o combustível já não está mais disponível nos postos da rede Gull. No entanto, caso a procura continue alta, a cervejaria pensa em produzir uma nova leva de seu biocombustível incomum.

O brewtroleum é composto por 90% de gasolina e 10% do etanol de cerveja, em uma mistura que funciona bem em grande parte dos carros produzidos hoje. Contudo, a SB Export não é a primeira a pensar em um combustível à base de cerveja, uma vez que a cervejaria norte-americana Molson Coors já produz etanol a partir dos restos da bebida desde 1996.

Em 2008, a Molson apresentou seu próprio biocombustível, que leva 85% de etanol e apenas 15% de gasolina. Essa proporção, no entanto, não é tão eficaz e pode causar problemas em alguns motores menores, como os de motosserras ou cortadores de grama. Somente isso explica o fato de o combustível feito a partir de cerveja não ser uma febre total no mundo, mas vamos ver como o brewtroleum se sai nessa tarefa.

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