Apesar de todos os protestos e de uma petição com mais de 11 milhões de assinaturas, está acontecendo, nesta semana, o festival anual de culinária de carne de cachorro. Durante dez dias, aproximadamente 10 mil cães e gatos serão mortos.

Com o objetivo de comemorar o solstício de verão, o evento acontece anualmente na cidade de Yulin, na China, e é defendido por moradores locais. Em entrevista à Associated Press, um deles afirmou que é uma tradição e que eles não podem deixar de celebrar o festival apenas por causa dos amantes dos animais.

Festival é tradição desde a década de 1990

No país em que a tradição de consumir este tipo de carne é secular, estima-se que entre 10 e 20 milhões de cães sejam mortos todos os anos para consumo humano.

Centenas de ativistas têm protestado e até mesmo comprado animais para que não sejam abatidos, como é o caso do americano Marc Ching. Junto com a namorada, ele foi até a China e fingiu ser negociador de cachorros para o abate. Assim, conseguiu comprar mil cães, que foram enviados para os Estados Unidos para serem tratados.

Responsável por uma fundação de resgate e cuidado animal, Ching também afirmou que conseguiu convencer alguns abatedouros a não venderem os cachorros para esse fim e, através de um incentivo financeiro, os instruiu a começarem um novo negócio.

muitas pessoas acreditam que a carne de um cão que foi torturado tem um gosto melhor e, assim, muitos são mortos de maneiras cruéis, sendo espancados e queimados.

Atores como Matt Damon e Joaquin Phoenix se pronunciaram contra o festival, mostrando alguns dos aspectos terríveis, como os animais que são roubados, presos e passam fome. Para piorar, muitas pessoas acreditam que a carne de um cão que foi torturado tem um gosto melhor e, assim, muitos são mortos de maneiras cruéis, sendo espancados e queimados.

O festival nunca foi oficialmente reconhecido pelo Governo ou por qualquer lei e, nos últimos anos, os governantes têm tentado diminuir o tamanho o evento. Além disso, a Humane Society International descobriu através de seus ativistas que o número de cães mortos exibidos nas ruas diminuiu consideravelmente e que o consumo está sendo feito dentro dos estabelecimentos, e não ao ar livre.

Apesar de todas as críticas, os defensores continuam a apoiar o festival e acreditam ser hipocrisia o fato de as pessoas consumirem a carne de outros animais e julgar o costume chinês.

Até mesmo o jornal “The Guardian” entrou no jogo e publicou um artigo em que afirma que os ocidentais matam e comem “animais de fazenda” em números e enormes e, por isso, só os veganos poderiam realmente se opor ao festival.