Você se lembra do médico Guilherme Capel Pasqua, que ironizou a forma de falar de um paciente?

Ele foi demitido depois da publicação, junto com uma enfermeira e uma recepcionista do hospital

Júlia Rocha, sua colega de profissão, utilizou uma linguagem caipira para criticá-lo

Júlia defende que o paciente deve se expressar da maneira que ele souber, e seu comentário já foi compartilhado mais de 68 mil vezes

Entretanto, nem todo mundo apoiou as palavras da médica especialista em Medicina da Família e Comunidade, partindo para a agressão racial

Ela foi acusada de "entidade", "petista" e até mesmo de não ser médica

A crítica encontrou coro em inúmeros comentaristas de plantão

Criticaram seu cabelo e sua profissão, mesmo a tendo achado "gostosinha"

O fato de estar usando uma camiseta rosa e defender a população menos favorecida automaticamente viraram "motivos" para ser chamada de "caolha", "petralha", "medíocre" e "burra"

Defensores de quem?

Alguns deduziram que ela tem vergonha da própria cor, apenas por pintar os cabelos.

E as ofensas racistas correndo soltas

E, como na maioria das vezes, o racista não acredita que está sendo racista

Em momento algum, em sua crítica, a doutora Júlia dá a entender se defende algum partido, mas isso não importa para quem quer apenas desferir ódio pela internet

Enquanto essa galera continua usando as redes sociais com palavras de violência, ódio e rancor, a doutora Júlia voltou ao Facebook agradecer ao amor recebido de pessoas que a defenderam

#MegaCuriosoTambémÉContraAViolência

Já o médico Guilherme Capel reencontrou o mecânico José Mauro e pediu desculpas pelo que ele considerou uma "brincadeira"

O doutor também se ofereceu para realizar trabalhos voluntários

Torcemos para que um dia esse tipo de violência não tenha mais espaço nas ruas nem no mundo virtual. Mas que as diferenças continuem aparecendo e sendo discutidas com educação e argumentos. Paz e amor, galera!