Publicada no Diário Oficial, a lei que estabelece um novo fuso horário somente para o estado do Acre e parte do Amazonas (nos entornos do município de Tabatinga) foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff e passa a valer a partir do segundo domingo de novembro, dia 10. De acordo com o texto, a área passa a contar com duas horas a menos que Brasília.

A mudança desfaz uma alteração realizada por uma lei de 2008, que havia feito com que o estado acreano ficasse com apenas menos uma hora em relação à capital nacional. Se considerarmos as diferenças por conta do horário de verão, do qual o Acre e o Amazonas não participam, as regiões afetadas ficarão três horas atrás de Brasília até o dia 16 de fevereiro de 2014.

Mas já não era assim?

Em 2008, um projeto de lei do então senador acreano Tião Viana foi aprovado para que o estado ficasse com apenas menos uma hora com relação à capital do Brasil. Ele defendia a mudança por acreditar que a diferença de duas horas prejudicava o Acre tanto em sua economia quanto na cultura.

No entanto, a mudança desagradou boa parte da população e causou polêmica. Em 2010, foi realizado um referendo no estado para verificar a opinião pública. Nas urnas, 56,8% dos eleitores declararam preferência pelo antigo horário. O Brasil possuía um fuso horário único até o ano de 1913, quando o presidente Hermes da Fonseca aprovou a lei 2.784. A decisão criou, então, as quatro divisões seguindo o Meridiano de Greenwich como referência.