Uma equipe de cientistas da Brown University desenvolveu uma asa robótica que deve ajudá-los a compreender o intrincado padrão de voo dos morcegos. A criação se deve à dificuldade de monitorar o voo dos animais — que são incrivelmente leves e pouco afeitos à colaboração, normalmente “recusando-se” a voar caso percebam algo preso ao corpo.

Fonte da imagem: Reprodução/Brown University

O modelo é formado por um complexo sistema de juntas, elastômeros, servomotores e polias — conjunto que foi capaz de reproduzir a mesma relação peso-empuxo apresentada por uma asa real. Uma sintonia fina na frequência dos batimentos deve servir também para entender melhor os movimentos do voo.

O funcionamento da asa, entretanto, não chega muito próximo à complexidade dos movimentos das asas de um morcego — as quais contam com 25 juntas móveis e 34 graus de liberdade de movimento. Entretanto, deve ser o suficiente para que os cientistas compreendam a capacidade extraordinária do animal para ganhar altitude e desviar-se de objetos com rapidez e precisão.

Fonte da imagem: Reprodução/Brown University

Morcegos-robô ainda devem demorar um pouco

Embora o projeto seja financiado pela Força Aérea dos EUA, o objetivo, no momento, não é a criação de um exército de morcegos-robôs autômatos. Isso porque o peso da bateria e dos motores necessários tornaria o voo impraticável.

De qualquer forma, o projeto encontra-se ainda em seus primeiros estágios. A equipe pretende dar continuidade aos testes e, mesmo que um drone morcego não se torne realidade tão em breve, é possível vislumbrar aperfeiçoamentos que — quem sabe? — poderiam conduzir a humanidade a novas formas de voar.