Courtney Whithorn é uma jovem de apenas 20 anos que precisou passar por uma drástica intervenção cirúrgica em decorrência de um hábito que ela simplesmente não conseguia controlar: roer as unhas.

Tudo começou como uma resposta nervosa ao bullying que sofria na escola, e em 2014 Courtney passou a roer as unhas de maneira frenética. Com o passar do tempo, ela percebeu que a situação estava complicada e que o dedão da sua mão estava cada vez mais machucado, e para evitar confrontos na família ou ainda mais bullying, passou quatro anos escondendo o dedo machucado, usando curativos e unhas postiças.

Infelizmente, Courtney teve seu caso evoluído para um tipo raro de câncer, chamado de melanoma acral, que foi diagnosticado em julho deste ano. Desde então, já passou por quatro cirurgias e, apesar das tentativas da equipe médica, o dedão da jovem precisou ser totalmente removido de sua mão.

Notícia triste

Courtney Whithorn

Em declaração publicada no Metro, ela disse que ficou em estado de choque com a notícia, e que só conseguiu mostrar seu dedo para outras pessoas neste ano, quando já estava realmente machucado. Ela disse também que quando as unhas cresciam de novo, era como um papel que ela arrancava sem pensar duas vezes.

Inicialmente, Courtney procurou ajuda médica por motivos estéticos, mas seu dermatologista achou que havia algo diferente com o dedo da paciente e solicitou uma biópsia, que acusou a doença.

Amputação

Courtney Whithorn

“O cirurgião plástico me mandou uma mensagem dizendo que o protocolo para este tipo de melanoma, por ser tão raro, é a amputação. Eu tive uma crise de pânico no trabalho. Li a palavra ‘amputação’ e corri para fora. Eu não conseguia respirar. Minha mãe teve que vir para o meu trabalho”, contou ela.

Agora, depois da retirada do dedo, a jovem precisará passar por exames frequentes pelos próximos cinco anos: “Não há pesquisas suficientes para saber qual é a taxa de sobrevivência ou qual é a probabilidade de o câncer voltar porque não sabemos muito sobre ele”, explicou.

Courtney contou também que roeu unhas durante toda a vida, mas que foi durante a adolescência que a tendência saiu do controle, já que ela sofria muito bullying na escola e tinha fortes crises de ansiedade. Roer unhas era seu mecanismo de defesa.

Agora, ela espera que sua história sirva para que as pessoas se conscientizem tanto sobre o bullying quanto sobre hábitos que se tornam perigosos devido à ansiedade ou a outros fatores, e incentiva as pessoas a buscarem lidar melhor com os próprios problemas.

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