Considerados grupos de risco, os idosos não estão tendo vida fácil durante a pandemia, sendo tratados com a máxima cautela para que não haja qualquer tipo de risco para sua saúde. Com o índice de letalidade mais alto entre as faixas etárias, sua fragilidade imunológica, agravada por possíveis problemas de saúde, os tornam mais suscetíveis à fatalidades após o contágio, sendo, em sua grande maioria, internados com urgência e tratados rigorosamente em hospitais e centros médicos.

Porém, o caso da belga Julia Dewilde, atualmente com 100 anos de idade, vem chamando a atenção ao redor do planeta, indicando uma situação bastante controversa aos padrões de risco do coronavírus. Após contrair o novo vírus e estar internada por quase 20 dias, a idosa finalmente deixou o hospital Bois de l'Abbaye em Seraing, na Bélgica. E sob muitos aplausos e festa por parte da equipe que estava cuidando do seu caso, Dewilde foi considerada oficialmente recuperada da covid-19, quatro dias depois de comemorar um século de vida, em 25 de abril.

(Fonte: AFP/Reprodução)(Fonte: AFP/Reprodução)

Liberada nesta última quarta-feira, dia 29, a idosa foi internada ainda em neste mês, diagnosticada com covid-19. Com problemas respiratórios, o vírus aparentemente agiu de forma amena na belga, excluindo a necessidade de um procedimento de intubação ou de quaisquer outros métodos de tratamento intensivo. "É uma das nossas melhores histórias de superação. Nos conforta", disse Laura Bertrand, enfermeira do hospital e acompanhante mais próxima do caso.

Dessa forma, Julia passou a ser tratada apenas com antibióticos e um "suporte de oxigênio adaptado às suas necessidades e hidratação". Em uma cadeira de rodas e segurando um buquê de flores com bilhetes de aniversário, a idosa comunicou que tratará imediatamente de ver sua família, aguardando apenas autorização do lar de idosos para o tão aguardado encontro.

Atualmente, a Bélgica conta com mais de 48 mil casos de contágios confirmados, com 7.594 mortes em todo o país, sendo a maioria de idosos com mais de 75 anos. Apresentando uma taxa de recuperação de 24%, o caso da idosa Julia Dewilde pode ser considerado uma reta fora da curva e um milagre da ciência e da natureza, o que torna o momento ainda mais especial e algo que efetivamente deverá ser comemorado por bastante tempo.