Hoje em dia, muito se fala no extermínio do Aedes aegypti, o mosquito responsável pela transmissão da dengue, da zika e da chikungunya. No verão, ele é capaz de se multiplicar ainda mais, e os Estados Unidos estão justamente nessa estação. Em Fresno, na Califórnia, os primeiros relatos do Aedes apareceram em 2013, e a cidade resolveu testar uma alternativa inusitada: liberar ainda mais mosquitos na natureza.

Claro que não se tratam de mosquitos normais. Eles foram esterilizados, de forma que, apesar de efetuarem a cópula, não irão se reproduzir. Além disso, são todos exemplares machos, que não picam as pessoas – só as fêmeas fazem isso. O projeto é chamado de Debug Fresno e pretende liberar 20 milhões de mosquitos até o final do verão.

Projetos semelhantes já são testados no Brasil desde 2014, mas, por aqui, os ovos até chegam a eclodir, só que os insetos não conseguem viver durante muito tempo. Na versão norte-americana, o Aedes foi esterilizado com o usa de bactérias Wolbachia pipientis, que naturalmente colonizam e infeccionam diversos insetos. Elas não chegam a matar os mosquitos, mas fazem com que os ovos da espécie não gerem filhotes.

Insetos estéreis devem diminuir a quantidade de mosquitos transmissores de doenças