Não pense que os cientistas se limitam apenas a tentar encontrar soluções para questões críticas como descobrir uma cura para o câncer e outras doenças ou desenvolver formas de controlar o aquecimento global, por exemplo. Também existem pesquisadores que se dedicam a investigar temas mais amenos, e o que não faltam por aí são pesquisas pra lá de questionáveis e até ridiculamente óbvias.

Um assunto que não poderia deixar de ser estudado profundamente é o sexo, claro! Acontece que os resultados das pesquisas muitas vezes acabam sendo bem curiosos, conforme você poderá conferir com os quatro estudos sobre esse tema que reunimos a seguir — selecionados a partir de uma divertida matéria postada por Anna Pulley do site Alternet. Preparado?

1 – Perfumes repelentes

De acordo com Anna, um estudo realizado por cientistas de um centro de pesquisas de Chicago, nos EUA, revelou que, em vez de os perfumes masculinos atraírem a mulherada, alguns deles funcionam como verdadeiros repelentes.

Durante o experimento — que avaliou a reação de participantes do sexo feminino a 10 aromas diferentes —, os pesquisadores descobriram que os odores de cereja e churrasco também não agradam muito e que colônias masculinas, na verdade, reduzem o fluxo sanguíneo vaginal. Curiosamente, o cheiro que despertou o desejo das voluntárias foi um que consistia de uma mistura de pepino e bala de alcaçuz.

2 – Morto-vivo

Você já ouviu falar a respeito do “Sinal de Lázaro”?  Trata-se de um complexo reflexo medular que pode ser observado em pacientes com morte encefálica. Ele é provocado pela estimulação do nervo espinhal através de eletrodos e se caracteriza pelo movimento dos braços — os falecidos cruzam esses membros sobre o próprio peito e, na verdade, pode ser um tanto quanto perturbador.

Pois segundo a pesquisadora Mary Roach, se somos capazes de estimular uma pessoa que sofreu morte cerebral e fazer com que ela cruze os braços involuntariamente, então também é possível provocar um orgasmo em indivíduos que faleceram — mas que continuam sendo mantidos vivos por meio de aparelhos. O pobre morto não desfrutaria nada do momento, evidentemente, mas, que é possível desencadear essa resposta, isso é!

3 – Sexo coronariano

Assim como ocorre com qualquer atividade física, a prática do sexo também tem lá os seus riscos, e um estudo realizado pelo pesquisador Leonard Derogatis em 1999 revelou alguns resultados bem interessantes.

Segundo Anna, Derogatis contestou o trabalho de uma equipe de cientistas alemães que, após avaliar 21 mil relatórios de necropsias, concluiu que apenas 39 homens haviam falecido devido a ataques cardíacos ocorridos durante o ato sexual — e que na maioria dos casos esses indivíduos estavam realizando suas “atividades” com prostitutas.

Entretanto, de acordo com Derogatis, essa estatística pode estar equivocada, pois, conforme explicou, quando um homem falece durante o ato sexual com a esposa, é bem menos provável que ele passe por uma necropsia — ao contrário do que acontece quando alguém morre enquanto está transando com um desconhecido. Sendo assim, o pesquisador estima que só nos EUA mais de 11 mil mortes ocorram anualmente por conta da prática de sexo!

4 – "Encaixotando Helena"

Sem sombra de dúvidas, este é o experimento mais sinistro da lista compilada por Anna. Na década de 60, uma dupla de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, descobriu que os perus — estamos nos referindo aos nossos amigos emplumados! — são capazes de traçar qualquer “perua”, contanto que ela ainda tenha uma cabeça.

De acordo com Anna, os pesquisadores começaram por remover uma asa, depois a outra, uma das patinhas — e assim por diante — até que apenas restasse a cabeça de uma fêmea presa a uma vara, observando que os perus não viam qualquer problema em acasalar com as pobrezinhas. O mais curioso é que, diante do contrário, ou seja, de um corpo sem a cabeça, os animais se recusavam a cruzar com as fêmeas.

Vai saber qual era a real finalidade desse estudo — no mínimo bárbaro —, mas os pesquisadores acreditam que, ao contrário dos humanos, os perus machos não se sentem atraídos por pernas torneadas ou peitos avantajados, e sim pelas feições das fêmeas.