O último observatório solar da NASA capturou imagens do Sol liberando um fluxo de partículas carregadas a 2,4 milhões de quilômetros por hora. A cortina de radiação – que foi observada no dia 9 de maio – é a primeira ejeção de massa coronal (EMC) observada pelo satélite Interface Region Imaging Spectrograph (Iris).

A gravação revela a EMC com detalhes, mostrando a atividade em uma área de cerca de 5 Terras de largura e 7,5 Terras de altura. Como o observatório precisa se posicionar um dia a frente, foi uma questão de sorte que a erupção tenha ocorrido no momento em que a sonda estava apontando na direção do astro.

“Nós focamos em regiões ativas para tentar visualizar uma erupção ou uma EMC e então esperamos e torcemos para pegar alguma coisa. Esta é a primeira EMC claramente visível para o Iris, então a equipe está muito empolgada”, comentou Bart De Pontieu, cientista do Lockheed Martin Solar and Astrophysics Laboratory, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Entenda melhor

Durante uma EMC, as mudanças que ocorrem nos campos magnéticos do Sol fazem com que uma enorme porção da superfície do astro se expanda rapidamente, ejetando bilhões de toneladas de partículas no espaço.

O material que é expelido durante uma ejeção de massa coronal demora de dois a três dias para alcançar a Terra e entra em contato com as camadas mais externas dos campos magnéticos do nosso planeta. Dessa maneira, uma EMC pode danificar sinais de comunicação e causar explosões inesperadas em estações elétricas. A boa notícia é que a EMC que ocorreu no início do mês não teve um impacto significativo na Terra.

As EMCs costumam vir acompanhadas de erupções solares, que são fenômenos que produzem radiação através do espectro eletromagnético em todos os comprimentos de onda. O Iris consegue observar os dois tipos de acontecimento solar. O satélite foi lançado em junho de 2013 com o objetivo de estudar melhor as camadas do Sol que ainda intrigam os cientistas.