Na televisão, na internet, no jornal ou na mesa do bar: não há como fugir. O vírus zika tomou conta da grande mídia, virou assunto para debates nas redes sociais e se transformou em uma grande preocupação para todos os brasileiros. Não é por menos – o próprio Ministério da Saúde afirmou que é impossível saber quantas pessoas já foram contaminadas pela doença, mas estima que o número das vítimas gire entre 500 mil e 1,5 milhão desde o ano passado.

Além disso, é cada vez maior a quantidade de casos de microcefalia associados com a epidemia. Foram registrados pelo menos 3,5 mil nascimentos de bebês com deformações cranianas, sendo que a maioria ocorreu no estado de Pernambuco (1,2 mil). E, para piorar ainda mais essa situação, os Estados Unidos confirmaram que o vírus pode ser transmitido não apenas pela picada do mosquito Aedes aegypti, mas também por relações sexuais.

O mundo inteiro está preocupado em desenvolver uma solução para frear o surto do zika, mas pouco se ouve falar a respeito de sua origem e dos possíveis motivos que o levaram a contaminar tanta gente em tão pouco tempo. Se você tem acompanhado as notícias, já deve conhecer as informações mais básicas: o vírus foi encontrado pela primeira vez em 1947 na floresta de Zika, em Uganda. O que ninguém disse até agora foi quem encontrou esse microrganismo e o que fizeram com ele a partir de então.

Comércio de amostras

Há quem discorde da versão oficial dessa história. Para alguns, a verdade é uma só: a “dona” do vírus é a família de banqueiros Rockefeller, famosa por protagonizar uma série de teorias da conspiração. A empresa norte-americana ATCC, que foi fundada em 1925 para ser uma fornecedora global de materiais biológicos e microrganismos em geral, comercializa amostras do zika em sua loja virtual por apenas US$ 430 (cerca de R$ 1,6 mil) ou US$ 616 (R$ 2,4 mil) para quem for usá-lo para fins comerciais.

Todos os detalhes são descritos na página em questão: condições de armazenamento (é preciso manter o “produto” congelado a -70 °C ou mais frio), características patogênicas, efeitos no hospedeiro e até mesmo cobaias recomendadas (ratos de laboratório). Porém, a informação mais interessante está guardada na aba “History”. Lá podemos ver que o fornecedor das amostras é a Rockefeller Foundation.

Interessante notar também que, para adquirir o vírus, é necessário que o comprador possua um CNPJ, que a ATCC ainda chama de CGC (Cadastro Geral de Contribuintes, nomenclatura já abandonada pelo Ministério da Fazenda). Ao tentarmos simular a aquisição de uma amostra, o site afirmou que, no momento, não havia estoque disponível para envio, recomendando que entrássemos em contato com a equipe de vendas via email ou telefone.

Ligações com a Oxitec e mosquitos modificados

E essa não é a única relação que a família Rockefeller possui com a epidemia do zika vírus aqui no Brasil. Você lembra que, em março de 2015, o Em Resumo noticiou que a empresa britânica Oxitec havia recebido a permissão para soltar mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados, com o intuito de barrar a epidemia de dengue? Meses depois, mais especificamente em agosto, a Oxitec foi adquirida pela Intrexon Corporation.

Coincidentemente, os insetos tratados em laboratório (e que teoricamente deveriam eliminar os Aedes danosos) foram soltos nos municípios baianos de Juazeiro e Jacobina, mesmos locais onde foram registrados os primeiros casos de vírus zika no Brasil. E, se formos no site oficial da NASDAQ conferir quem está por trás da Intrexon, descobriremos que a companhia inglesa é financiada por bancos e fundos de investimento como Vanguard Group, Morgan Stanley e BlackRock.

Todas essas corporações são suspeitas de serem administradas pela Rockefeller e por outras famílias influentes nos Estados Unidos (como a Rothschild), embora não existam provas claras dessa relação. Dessa forma, fica impossível afirmar com certeza que os Rockefeller realmente possuem alguma influência sobre a Intrexon (e, consequentemente, sobre a Oxitec), mas são indícios de fato difíceis de se ignorar.

Mas, afinal, quem são os Rockefeller?

Considerada uma das famílias mais poderosas dos Estados Unidos, a Rockfeller é dona de centenas de empresas e atua com força no setor político, financeiro e petrolífero. Toda essa fortuna e influência se originou entre os séculos 19 e 20, quando os irmãos John Davison Rockefeller e William Rockefeller fundaram a Standard Oil, companhia especializada em produção, transporte e refinação de óleo.

A fortuna total dos Rockefellers jamais foi divulgada

Ao longo da história, esse sobrenome esteve associado com infinitos projetos de construções de imóveis, incluindo o icônico World Trade Center (tal como diversos outros complexos comerciais e prédios corporativos que viraram cartões-postais dos EUA). A família também financiou uma série de institutos de ensino (como a Harvard, a Stanford, a Yale e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e até mesmo fundou sua própria universidade em 1901.

A fortuna total dos Rockefellers jamais foi divulgada. Até hoje, a Rockefeller Foundation – organização filantrópica e maior legado de John D. – participa de assuntos de importância global. Em 1940, ela financiou a criação da vacina contra a febre amarela, desenvolvida em antigo campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A família já tinha firmado uma parceria com o governo brasileiro em 1923 para cooperar no setor de saúde pública.

Por outro lado, muitas teorias da conspiração (especialmente aquelas relacionadas com a suposta “indústria do câncer”) colocam os Rockefellers como protagonistas. É dito que eles controlam grande parte da indústria farmacêutica, lucrando bilhões com a venda de remédios para doenças epidêmicas que foram “fabricadas” para reduzir a população mundial. Naturalmente, também é impossível provar qualquer coisa nesse sentido.

Lucrando com a morte

Essa não é a primeira vez que surgem especulações a respeito da origem de uma epidemia. O mesmo ocorreu com o vírus H1N1 (que ficou conhecido aqui como “gripe suína”), que teoricamente fez com que o norte-americano Donald Rumsfeld (antigo Secretário da Defesa durante o governo de George W. Bush) lucrasse milhões com a patente do Tamiflu, único remédio que possui uma eficácia satisfatória contra os sintomas do microrganismo.

Só nos resta saber o seguinte: quando a cura para o zika for descoberta, quem estará por trás de sua fabricação? A Rockefeller? Novamente, embora seja impossível fazer ligações concretas da família com a epidemia do vírus, é no mínimo curioso que ela tenha tanta relação assim com o vírus que já preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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