“O senhor gostaria de abastecer com 8, 12 ou 18 anos?”, essa deveria ser a pergunta feita ao motorista que completou a primeira viagem usando um carro “movido a uísque” na Escócia (onde mais?) – que mais parece um pedacinho da Rússia na Inglaterra, assim como o Paraná é para o Brasil.

O combustível, chamado de biobutanol, é, na verdade, um resíduo da famosa bebida e funciona como um substituto direto ao diesel e a gasolina, sem a necessidade de mudar o motor do carro. Ele é produzido a partir da borra dos grãos de cevada e um líquido que sobra do processo de fermentação.

A criação é da Celtic Renewables, uma empresa vinculada à Universidade de Edimburgo Napier, que trabalhou com destilaria Tullibardine no projeto. Quase duas toneladas de borra e dois bilhões de litros de sobra da fermentação são produzidos anualmente pela indústria de uísque escocesa.

“O que fizemos foi um processo de combinação do líquido e do sólido e usamos um processo de fermentação chamado ABE, completamente diferente do tradicional, e é ele que faz o químico chamado biobutanol”, explicou o Professor Martin Tangney à BBC. “E é uma alternativa imediata à gasolina”.

A descoberta rendeu à Celtic Renewables um investimento de £ 9 milhões do governo para a criação deu ma planta operacional, que deverá ficar pronta até 2019.

No fim das contas, essa talvez seja a única situação em que bebida e carro vão combinar.