Uma das maiores descobertas arqueológicas já realizadas na história foi a abertura da tumba do faraó Tutankhamon (também grafado como Tutancâmon), que governou o antigo Egito há cerca de 3.400 anos atrás. O desbravador da tumba foi o explorador britânico Howard Carter, que adentrou os aposentos póstumos do jovem soberano egípcio em novembro de 1922.

O feito foi registrado pelas lentes do fotógrafo britânico Harry Burton, que acompanhou Carter até o Vale dos Reis, região egípcia onde se encontra boa parte das pirâmides construídas para os governantes e nobres da região entre os séculos 16 e 11 a.C. São essas imagens que acabam de ser coloridas digitalmente a partir dos negativos de vidro originais de Burton para uma nova exibição que acontecerá em Nova York, batizada de “A Descoberta do Rei Tut”.

O Vale dos Reis possui 63 câmaras mortuárias registradas até hoje, mas a de Tutankhamon ganhou destaque por ser uma das mais preservadas da ação de saqueadores de tumbas. A realeza egípcia era enterrada com várias riquezas, como objetos pessoais valiosos e máscaras mortuárias feitas de ouro, rolos de seda, cântaros cheios de óleos perfumados e de vinho, além de diversos outros itens que garantissem uma pós-vida confortável.

Obviamente isso tudo atraía ladrões interessados em recompensas mais imediatas nessa vida. Mas por ter morrido jovem, com apenas 19 anos, e ter reinado por apenas nove, Tut teve uma sepultura considerada pequena para um faraó, e ainda por cima localizada em um local remoto. Isso salvou a estrutura da ação dos saqueadores, e sua abertura no começo do século 20 forneceu informações inestimáveis para os arqueólogos que estudam o Antigo Egito.

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