Não são apenas os seres humanos que enfrentam sérios problemas com o vício: de uns tempos pra cá, até os animais passaram a procurar soluções alternativas — para não dizer ilícitas (no reino animal) — para dar um jeito no stress cotidiano ou simplesmente para acabar com a monotonia na floresta, fazendo com que os dias na selva passem a ser bem mais divertidos e relaxantes.

Se você achou que eles estão usando drogas pesadas, está certo! Mas calma, eles não estão alimentando o mercado do tráfico de crack, cocaína, maconha ou heroína. A ideia é outra: usar as substâncias encontradas na natureza ou até mesmo em outros animais menores — e não é apenas uma mordida inocente no catnip ou locoweed no final de uma semana difícil.

Descubra como quatro espécies de animais estão “fazenda a cabeça” e se tornando verdadeiros hippies chapadões no meio animal:

1 — Os cães de Queensland

Courier Mail

A turma canina desse subúrbio australiano desenvolveu um gosto bem peculiar: lamber as secreções tóxicas de sapos-cururu — Rhinella marina ou sapo-boi. Quando ameaçados, eles segregam um líquido branco leitoso — conhecido como bufotoxina — que provoca alucinações leves em pequenas doses, mas pode facilmente matar um adulto em quantidades maiores.

Aparentemente, os cães estão ligeiros e já aprenderam a lamber apenas uma pequena quantidade da substância desses sapos, fazendo com que eles fiquem em estado de graça e não sofram perigo de morte no happy hour. Infelizmente, muitos deles estão ficando viciados e podem sofrer com problemas de overdose em longo prazo.

2 — Cavalos na América do Sul

CatLypse

No embalo dos cachorros lambedores de sapos, alguns equinos em nosso continente aderiram um novo costume: lamber as excreções de perereca macaco de cera (Phyllomedusa sauvagii), que produz uma brisa curta, mas uma intensa euforia — mais forte do que o locoweed.

Além disso, a substância encontrada nessas pererecas — dermorfina — já foi encontrada em cavalos de corrida. Nos EUA, essa onda já viciou diversos estábulos, principalmente depois da proibição de um novo e poderoso analgésico empregado por treinadores.

3 — O peculiar caso dos golfinhos

KKBeauty

Os golfinhos sempre foram os verdadeiros hippies do alto mar. Estes mamíferos aquáticos e boêmios são os únicos animais conhecidos a terem relações sexuais — não apenas para reprodução, mas sim por puro tesão e relaxamento. Agora eles estão se afundando em veneno de baiacu, também. Além disso, diversos deles foram vistos mastigando ouriços do mar e, em seguida, passando o “brinquedo” pela boca para o próximo companheiro.

Ao ingerir a quantidade certa do veneno, os golfinhos parecem entrar em um estado de transe temporário — alguns até foram vistos com o nariz voltado para a superfície por um bom tempo, como se estivessem fascinados pelo próprio reflexo.

4 — Os lêmures de Madagascar

Photography

Se você se aventurar em uma trilha de algumas horas nessa maravilhosa ilha, provavelmente vai notar que os lêmures desse lugar têm um costume bem inusitado: eles descobriram uma espécie de analgésico dupla ação, que ao mesmo tempo serve como repelente de insetos e alucinógeno — substância encontrada em millipedes tóxicos.

Sabe o que eles fazem? Simplesmente esfregam a química na pele e pronto. Sendo assim, eles ficam livres das picadas dos insetos — através da oxidação da monoamina. Como brinde, eles acabam ficando em estado de êxtase e total descontração.

***

E você, leitor, se lembra de mais algum animal viciado como esses? Não deixe de compartilhar sua opinião com a gente nos comentários abaixo.