As imagens que você está prestes a ver te farão pensar duas vezes antes de golpear qualquer pequena criatura que voe à sua volta.

A equipe do “USGS Bee Inventory and Monitoring Lab” desenvolve técnicas de levantamento e estatísticas para monitorar se as populações de abelhas estão em declínio. Suas fotografias de insetos são para fins científicos, mas com um olho na arte. A iluminação, o posicionamento e as amostras são muito discutidas antes de uma foto.

Os registros das amostras de abelhas, assim como das plantas e dos insetos com quem as abelhas interagem, são usados em guias de identificação e cartazes, apresentações e materiais impressos.

Várias fotos são tiradas com uma câmera Canon 5D II, composta por uma lente macro de 65 milímetros. Em seguida, elas são empilhadas usando um software especial que cria as macroimagens detalhadas. O processo leva em torno de duas a quatro horas para cada foto.

O estudo das abelhas tem um atraso de pelo menos 100 anos em relação ao de outros animais, como os pássaros. Só no México, por exemplo, existem cerca de 4 mil espécies de abelhas, e 400 delas ainda nem sequer foram nomeadas. Com a pesquisa, a equipe já conseguiu montar um catálogo de abelhas, identificando mais de 2 mil espécies diferentes.

As fotografias tiradas durante o estudo são postadas em uma página do Flickr e ficam disponíveis para domínio público. A procura pelas imagens tem surpreendido o responsável pelo projeto, Sam Droege. Ele acredita que está proporcionando uma “microfauna igualmente carismática” aos animais que todos querem observar quando vão a lugares como Madagascar.

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