Mesmo que você não entenda muita coisa sobre armas de fogo, existem alguns nomes que são — infelizmente — bem familiares. Afinal, quem nunca ouviu de “Colt-sei-lá-o-quê”, “Magnun-blá-blá-blá” e do “AK-qualquer-coisa”? Aliás, essa última, cujo nome oficial é Kalashnikov, é uma das armas mais conhecidas e largamente utilizadas da História, com mais de 75 milhões de unidades produzidas desde 1949.

Só pelo nome você deve ter deduzido que se trata de uma arma de fabricação russa e, de acordo com o site Defence Talk, o modelo repaginado do famoso fuzil de assalto foi batizado de Kalashnikov AK-12 (de Avtomat Kalashnikova 2012) e será produzido pela histórica fábrica estatal fundada pelo Czar Alexandre I em 1807, a IZH — ou Izhevsky Mekhanichesky Zavod, se você preferir.

Repaginada

Fonte da imagem: Reprodução/Defence Talk

Os modelos que passaram pela reformulação foram os que são utilizados pelo exército russo — AK-74 e AK-100 —, e os primeiros testes devem ter início em junho próximo. Caso sejam aprovados pelos militares, os AK-12 entrarão em produção e serão adotados como parte do arsenal oficial. O desenvolvimento da nova arma teve início em maio de 2011, e mantém as mesmas características gerais do AK-74, a serviço do exército russo desde a década de 70.

No entanto, o fuzil passou por diversas modificações técnicas, além de adaptações que o tornaram mais ergonômico. O AK-12 pode ser adaptado para receber cartuchos entre 5.45x39 mm e 7.62x51 mm OTAN, conta com três modos de disparo (individual, triplo e fogo automático) e oferece a possibilidade de que equipamentos como visores ópticos ou noturnos e lança-granadas sejam acoplados à estrutura.