Arqueólogos em Israel participavam de um plano para expandir a torre do David Museum que já durava 15 anos. Durante um processo de "retirada de camada" — algo que você entenderá melhor durante o texto —, foram encontrados destroços do palácio onde uma das cenas mais famosas do Novo Testamento provavelmente aconteceu: o julgamento de Jesus Cristo.

Para entender como isso foi feito, vamos comparar toda a construção do David Museum, na antiga cidade de Jerusalém, com uma cebola. Com camadas de chão, terra, pedras e cimento, qualquer modificação na estrutura necessita de uma retirada de camada. Quem ajuda nesse trabalho são os arqueólogos. Como o local foi palco de eventos bíblicos, pode conter objetos ou traços interessantes para a humanidade e as religiões.

Os estudiosos sabiam que o espaço era utilizado como prisão pelos Otomanos e, posteriormente, pelos britânicos. Segundo Amit Re'em, arqueólogo do distrito de Jerusalém, a prisão "é uma parte do antigo quebra-cabeça da cidade e mostra a sua história de maneira única e clara".

Possíveis provas

De acordo com a equipe envolvida, diversos itens empolgantes foram encontrados(ponto) Entre eles, estavam símbolos dentro de antigas celas feitos por judeus, tecidos tingidos da era das Cruzadas e fundações com um sistema de esgoto que provavelmente foi construído na época do Rei Herodes durante o império Romano.

Para cristãos, o local também tem um apelo especial porque foi parte da vida de seu messias, Jesus. Cerca de 1 milhão de fiéis vão até Israel para visitar Jerusalém a cada ano.

Atualmente, muitos cristãos peregrinam pelas Estações da Cruz (ou Via Dolorosa). Na crença popular, esse foi o local onde Pôncio Pilatos sentenciou Jesus à morte, além de ser onde ele foi crucificado e enterrado.

Como veredito final, o professor de arqueologia na Universidade da Carolina do Norte, Shimon Gibson, comenta: "Obviamente, não há uma inscrição declarando que tudo isso aconteceu aqui, mas todo o resto — arqueológico, histórico e religioso — encaixa e faz sentido".