Em 2018, a internet continuou cumprido seu papel de fazer com que conteúdos se espalhem rapidamente pela rede mundial de computadores. O queridinho da vez foi a música infantil “Baby Shark”.  

O vídeo, produzido pela empresa de educação Pinkfong USA, figurou em 32º lugar no ranking da Billboard, batendo sensações do momento como Ellie Goulding, Lil Wayne e – pasmem – Ariana Grande. No YouTube, o material chegou a ser assistido mais de 2,1 bilhões de vezes, ficando entre os 30 vídeos mais assistidos de todos os tempos. 

Só na semana passada, a música infantil foi transmitida 20,8 milhões de vezes. Ainda segundo a estimativa da Billboard, 73% dessas transmissões foram originadas do vídeo. Se antigamente a indústria da música dependia da venda de discos e CDs, hoje, o topo das paradas vem com as vendas digitais, e claro – o desempenho na internet. 

Não à toa, a Billboard leva em consideração a audiência online desde 2012 (quando vimos surgir um Psy com o seu "Gangnam Style"). O fluxo digital em serviços pagos, como o Spotify e o Apple Music também se tornarou uma fonte valiosa de pontos nos rankings mundiais.

 O resultado dessas mudanças é um jogo com regras muito mais amplas, que moltam e mudam a cultura pop. Com o sucesso na Hot 100 da Billboard,  "Baby Shark" não deve ir embora tão cedo: a empresa responsável pelo conteúdo pretende converte-la em uma marca de entretenimento. Doo doo doo doo.