Em agosto do ano passado, cientistas conseguiram pousar um robô liberado pela sonda Rosetta no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A sonda faz parte de um estudo para tentar conseguir respostas mais detalhadas sobre a origem dos cometas e a implicação que isso tem na formação do Sistema Solar.

Esta semana os cientistas responsáveis pela Rosetta publicaram sete novos artigos com as descobertas feitas no cometa, e uma delas chama atenção: as imagens de dunas e ondulações na superfície dele. A descoberta é especialmente surpreendente ao levar em conta a baixa força gravitacional e a falta de atmosfera – e, consequentemente, falta de vento.

Hipóteses

Segundo Nicolas Thomas, um professor de física experimental da Universidade de Bern, na Suíça, e autor de um dos artigos, cálculos indicaram que isso seria plausível, com os jatos de gás do cometa agindo como vento, e as partículas se unindo através de atração intermolecular (força de Van der Waals) no lugar da gravidade.

Em outra parte do cometa, existe um penhasco de cerca de 910 metros com enormes fraturas. Não há um consenso entre os cientistas sobre o que teria acontecido. Alguns especulam que as rachaduras são causadas pelo aquecimento e resfriamento do material conforme ele entra na luz e sai dela, ou que as linhas são apenas um reflexo das camadas do material que compõem o corpo celeste.

Nas áreas mais lisas do cometa, há estruturas circulares que intrigam os cientistas, porém ninguém ainda tem a menor ideia de como elas foram criadas.

Porém, os artigos divulgados nesta semana ainda são os estudos preliminares que devem servir como base para todas as investigações dos cientistas. A missão Rosetta deve continuar até o final de 2015, e muitas outras perguntas e, com alguma sorte, respostas vão surgir.