Você se lembra da temível Estrela da Morte de “Star Wars”, certo? Na série de ficção, ela é uma poderosa estação espacial bélica a serviço do Império Galáctico, com 140 quilômetros de diâmetro, capacidade para transportar milhares de stormtroopers e um superlaser que sai de uma cratera que existe em uma de suas faces e que é capaz de obliterar planetas inteiros! Pois um grupo de astrônomos encontrou um paralelo real desse monstro destruidor.

De acordo com Charles Q. Choi, do portal Space, a descoberta foi feita no ano passado, quando os cientistas observaram — a partir do Very Large Telescope, no Chile — um asteroide ser pulverizado por uma anã branca, uma estrela que já queimou todo o seu hidrogênio e se encontra na fase final de sua existência. No entanto, depois de analisarem melhor o que estava acontecendo, os astrônomos acreditam que a estrela pode ter aniquilado 15 planetas.

Estrela da Morte

De acordo com Charles, a anã branca é conhecida pelo nome de WD 1145+017 e “reside” na constelação de Virgem, a cerca de 570 anos-luz da Terra. Segundo disse, os astrônomos monitorando a estrela explicaram que esse sistema solar é composto por planetas com dimensões que variam entre duas e quatro vezes o tamanho de seu sol, mas os cientistas não acreditam que os planetas sejam grandes corpos rochosos.

Em vez disso, os pesquisadores sugerem que os corpos que orbitam ao redor da anã branca sejam enormes nuvens de gás e poeira cósmica provenientes de rochas celestes muito menores e que estão se desintegrando.

Conforme disseram, o processo de destruição evoluiu rapidamente desde que a atividade nos arredores da anã branca foi detectada. Na época, os astrônomos observaram que 1% da luz da estrela era bloqueada pelo material orbitando no sistema, mas essa porcentagem pulou para algo em torno dos 10-11% nos últimos sete meses.

Testemunhos anteriores

Essa não é a primeira vez que os astrônomos observam uma “estrela da morte” — ou melhor, uma estrela morta — destruir um sistema solar. De acordo com Mark Prigg, do portal Daily Mail, pesquisadores descobriram a presença de um material rochoso, assim como uma nuvem de poeira, orbitando ao redor de uma anã branca a pouco mais de 835 mil quilômetros da estrela.

Os cientistas acreditam que o cenário mostra a destruição de um corpo planetário pela anã branca — e que esse objeto rochoso levará 1 milhão de anos para se desintegrar completamente. Outro exemplo foi observado por um grupo de astrofísicos da Universidade de Warwick, na Inglaterra, que analisaram vestígios de um sistema solar que formou um gigantesco anel ao redor da estrela SDSS1228+1040. Veja na imagem a seguir:

Segundo os cientistas, o anel — semelhante aos de Saturno — tem um diâmetro de 700 mil quilômetros

Futuro do Sistema Solar

Você está se perguntando o que isso tudo tem a ver conosco? De acordo com os astrônomos, evolutivamente falando, o nosso Sol se transformará em anã branca um dia, o que significa que os planetas do Sistema Solar sofrerão o mesmo destino que os corpos planetários que orbitam as estrelas da morte das quais falamos.

Assim, quando o Sol queimar todo o seu combustível, primeiro ele se expandirá e se transformará em uma gigante vermelha. Depois, suas camadas mais externas serão emitidas pelo espaço, e tudo o que restará dele será um núcleo com sua antiga massa, mas concentrado em um raio semelhante ao da Terra — ou seja, o Sol terá se convertido em uma anã branca, uma estrela em processo de morte que consiste em um núcleo extremamente denso.

Por outro lado, se a massa do nosso Sol fosse dezenas de vezes superior à original, sua morte ocorreria na forma de uma espetacular e violenta supernova. O evento seria certamente mais dramático e grandioso, mas, para nós, terráqueos, não faria nenhuma diferença, pois, tanto no caso da superexplosão como no da conversão do Sol em estrela da morte, já teríamos morrido esturricados muito antes de qualquer um deles acontecer.

Você acredita que a humanidade ainda estará viva quando o Sol se transformar em uma anã branca? Comente no Fórum do Mega Curioso