O reino animal é repleto de rituais de acasalamento curiosos, como a dança de acasalamento das aranhas-pavão e os bacanais dos cangurus, mas as rãs-madeira não ficam atrás no quesito fetiche. Quando acordam da hibernação, esses animais iniciam uma frenética orgia competitiva.

Utilizando as poças que se formam pela neve derretida, elas se encontram e, dentro de alguns dias, os machos agarram-se em qualquer coisa que se movimente pela frente. Dessa maneira, dá-se início a uma desesperada tentativa de conseguir uma chance de se agarrar nas costas da fêmea.

Assim que um macho da rã de madeira alcança uma poça, eles começam a coaxar para avisar as meninas de que eles estão prontos e no aguardo. Porém, quando as sapinhas chegam na água, elas não mergulham de cabeça na festa. Na verdade, elas são muito cuidadosas e por uma boa causa.

Quando os machos sentem as ondas que as fêmeas produzem, eles a atacam de todas as direções. Se não tomarem cuidado, elas podem acabar soterradas em uma pilha de sapos esperneando e gritando, cada um deles tentando empurrar o outro para fora e agarrando nas costas da pobre coitada.

Orgia violenta e fatal

Essa dança do acasalamento maluca muitas vezes pode machucar ou afogar uma fêmea. Portanto, quando as sapinhas sentem as tremulações na água, elas costumam fugir desesperadamente delas. Esse comportamento – juntamente com todo o empurra-empurra e as disputas sexuais violentas – assegura que apenas os machos maiores e mais rápidos consigam se reproduzir.

O objetivo da orgia maluca é conseguir chegar no dorso da rã e permanecer lá, prendendo as patas sob as delas em uma posição de acasalamento conhecida como “amplexos”. O macho pode permanecer assim por até 24 horas, expelindo esperma enquanto a fêmea libera os ovos.