Eis aí um curioso mecanismo para lidar com o stress. Os milípedes da imagem acima (e do vídeo abaixo) desenvolveram uma forma de brilhar no escuro para lidar com condições estressantes — além de deixar claro aos possíveis predadores que as pequenas criaturas estão cheias de cianeto, uma substância altamente tóxica.

O curioso fenômeno ocorre com milípedes Motyxia sequoiae encontrados em de Serra Nevada, na Califórnia (EUA). Não obstante, apenas com os atrópodes encontrados em pontos elevados da cordilheira possuem um brilho tão intenso. “Todas as 11 espécies e subespécies do gênero Motyxia sequoiae brilham, mas aqueles localizados nos pontos de menor elevação das montanhas são menos brilhantes”, conforme explicou o periódico National Geographic.

A aposta, portanto, é que a bioluminescência tenha evoluído primeiramente como uma forma encontrada por milípedes de pontos mais baixo para lidar com condições de stress — tais como ambientes muito quentes e secos. Posteriormente, o brilho teria evoluído como uma forma de “sinal de alerta” para predadores.

Quão brilhantes são essas criaturazinhas? “Essas espécies brilham como luzes de neon”, disse o pesquisador emérito do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte (EUA) ao referido site. “É luz suficiente para ler alguma coisa, caso você chegue perto o bastante”, conclui ele. Se isso vira moda...