Apesar de a lista de novos exoplanetas não parar de aumentar, a de mundos potencialmente habitáveis são bem mais raros de se encontrar. Afinal, para poder abrigar formas de vida — como a conhecemos —, em teoria, é necessário que um planeta cumpra com alguns pré-requisitos, como contar com determinadas características físico-químicas e orbitar a uma distância de sua estrela que permita que a água em sua forma líquida possa existir em sua superfície.

Pois, de acordo com Rae Paoletta, do site Inverse, um time de astrônomos anunciou ter identificado um candidato bastante promissor orbitando uma anã vermelha chamada Ross 128. O planeta em questão tem dimensões parecidas com as da Terra e, segundo os levantamentos conduzidos até agora, tudo indica que as temperaturas de sua superfície podem ser semelhantes às do nosso mundo.

Candidato promissor

O planeta foi descoberto por astrônomos trabalhando no ESO (Observatório Europeu do Sul), situado no Chile, e batizado de Ross 128b. Conforme explicaram os cientistas, ainda não se sabe a qual distância, exatamente, o astro orbita sua estrela com relação à zona habitável — aquela que determina a possibilidade de que ele suporte água —, mas seu sol está entre os mais “tranquilos” de que se tem notícia aqui nas imediações do Sistema Solar.

Com “tranquila”, os astrônomos querem dizer que a estrela Ross 128 não é extremamente ativa e, portanto, não lança enormes quantidades de radiação (mortal) em direção ao planeta. Já com relação ao local onde esses astros se encontram, eles ficam a cerca de 11 anos-luz de distância da Terra atualmente, mas os cientistas calculam que dentro de mais ou menos 79 mil anos ele se tornará o sistema estelar mais próximo do nosso.

Outra questão interessante relacionada com a Ross 128 é que, segundo Elana Glowatz, do site International Business Times, ela virou notícia em meados deste ano quando um grupo de astrônomos detectou sinais de rádio muito esquisitos vindos de lá. Em um primeiro momento, como você pode imaginar, é claro que passou pela cabeça de muita gente que os tais pulsos poderiam ser uma tentativa de contato de uma civilização alienígena.

No entanto, mais tarde os astrônomos descobriram que os sinais não eram mensagens extraterrestres coisa nenhuma, mas sim interferências provocadas por um satélite geoestacionário em órbita aqui na Terra mesmo.